Continuando a saga...
Já no 2º pavimento do shopping, segui andando a esmo. O diálogo interno prosseguiu:
- Que tal uma viagem pra Acapulco?
- Muito caro. E ele não está de férias!
- Que tal uma sunga de oncinha?
- Você quer mesmo que eu opine sobre isso?
- Que tal um par de meias?
- Isso é a coisa mais sem graça que uma pessoa pode receber! Eu só aceito meias da minha mãe e olhe lá! Ela sempre comprava meias floridas e coloridas pra mim... Era um pesadelo. Pior que eu usava, pra agradá-la e porque também já tive meus rompantes.
- Que tal um anel escrito: "Não vivo sem o seu quentinho!"
- Bem bolado, bem bolado... Mas é muito capacho isso aí. E a essa hora... mandar fazer um anel assim...
- E que tal uma caneca?
A caneca me sorria. Era afrescalhada, com corações vermelhos etc etc etc. Entrei na loja e perguntei finalmente:
- Onde ficam as canecas?
- Aqui.
- Não acredito que você vai levar essa caneca.
- Mas é lógico que não! Isso é muito enfeitado pro meu gosto. E além do mais, é branca com detalhes em vermelho e rosa. Coitado! Eduardo não merece isso.
- Verdade...
- Mas essa aqui, veja só! É preta e com uma frase simples: "I love you". Quer coisa melhor?
- Quero. Na verdade, quero poder dar uma casa em Malibu, hehe...
- Quando eu ganhar meu primeiro milhão, prometo dar presentes desse tipo...
03 minutos depois de ter entrado na loja, chamei a vendedora. Não consigo demorar em lojas que não sejam livrarias ou as Lojas Americanas.
- Vou levar. Vocês têm cartões?
- Sim, logo ali.
Mais uns 08 minutos pra escolher um que não tivesse uma frase muito "nhem nhem nhem" ou algo do gênero. Acabei optando pela delicadeza (haha) do Garfield:
"Eu amo você pelo que você tem de melhor... A capacidade de me dar muitos beijos, abraços e todo o seu amor!".
Era o cartão perfeito!
Que singelo, não?
Continua...
16 de jun. de 2009
12 de jun. de 2009
Dia dos namorados/1.
Ontem, Dudu e eu comemoramos 01 ano juntos. E hoje, dia dos namorados, fui vencida pelos apelos da sociedade capitalista e consumista e resolvi que o Dudu ia ganhar um presente. Até aí, tudo bem. Já estava conformada em ser vencida por mais uma data comercial, mas então veio o problema maior: o que comprar?
Eu pensei, ao mesmo tempo, em 1001 coisas e em nada.
Ontem, começou minha odisséia que narrarei em breves capítulos.
Como o Dudu está trabalhando em Macaé desde segunda, não pudemos estar juntos na quinta. Pior que isso foi a notícia que tive: trabalharia na sexta.
O Marc costuma emendar feriados com 'não-feriados' quando eles caem na quinta, mas dessa vez foi diferente :/
Tudo bem. Pelo menos eu teria um tempo de ler, atualizar minha agenda e... ir ao cinema! :) Fui ao Uniplex Botafogo assistir os Curtas da Petrobras.
Depois da sessão, caminhei até o Shopping mais próximo. Era ali que se iniciaria meu tormento e minha procura incessante pelo presente perfeito... Contei os andares de fora. Parei no 4º e pensei: "Muitas andares, muitas lojas. É claro que vou encontrar algo decente aqui!".
Comecei um diálogo interno:
- Vamos lá, Taty. Você consegue.
- Claro que consigo. Sou mais eu.
- Então, vai, me diz o que você decidiu comprar pro malino.
- Erh... O que? O que... Bem, vejamos... Olha, uma livraria!
- Vamos entrar!! \o/
- Não, não. Se eu entrar, vou demorar pelo menos 1h para sair! E ainda vou comprar algum livro pra mim e dizer que foi pra ele!
- É verdade. Você tem que se concentrar em um presente pro Dudu! Olha: as Lojas Americanas!
- Onde?
Já nas Americanas, olhei preços de dvd e andei um pouco antes de encontrar o que realmente queria ver: a parte dos livros.
- Você não devia estar aqui.
- Eu sei. Mas que mal tem? Vou ficar só uns minutinhos.
- Claro...
Verdade. Fiquei só uns 40 minutinhos!
E mais: saí de mãos vazias.
- E agora? O que vai comprar?
- Nesse andar não tem nada que preste. Vamos ao 2º.
- Oks, oks. Ainda temos muuuuuuito o que ver...
- Logo eu, que odeio andar para fazer compras! Que destino!...
Continua...
Eu pensei, ao mesmo tempo, em 1001 coisas e em nada.
Ontem, começou minha odisséia que narrarei em breves capítulos.
Como o Dudu está trabalhando em Macaé desde segunda, não pudemos estar juntos na quinta. Pior que isso foi a notícia que tive: trabalharia na sexta.
O Marc costuma emendar feriados com 'não-feriados' quando eles caem na quinta, mas dessa vez foi diferente :/
Tudo bem. Pelo menos eu teria um tempo de ler, atualizar minha agenda e... ir ao cinema! :) Fui ao Uniplex Botafogo assistir os Curtas da Petrobras.
Depois da sessão, caminhei até o Shopping mais próximo. Era ali que se iniciaria meu tormento e minha procura incessante pelo presente perfeito... Contei os andares de fora. Parei no 4º e pensei: "Muitas andares, muitas lojas. É claro que vou encontrar algo decente aqui!".
Comecei um diálogo interno:
- Vamos lá, Taty. Você consegue.
- Claro que consigo. Sou mais eu.
- Então, vai, me diz o que você decidiu comprar pro malino.
- Erh... O que? O que... Bem, vejamos... Olha, uma livraria!
- Vamos entrar!! \o/
- Não, não. Se eu entrar, vou demorar pelo menos 1h para sair! E ainda vou comprar algum livro pra mim e dizer que foi pra ele!
- É verdade. Você tem que se concentrar em um presente pro Dudu! Olha: as Lojas Americanas!
- Onde?
Já nas Americanas, olhei preços de dvd e andei um pouco antes de encontrar o que realmente queria ver: a parte dos livros.
- Você não devia estar aqui.
- Eu sei. Mas que mal tem? Vou ficar só uns minutinhos.
- Claro...
Verdade. Fiquei só uns 40 minutinhos!
E mais: saí de mãos vazias.
- E agora? O que vai comprar?
- Nesse andar não tem nada que preste. Vamos ao 2º.
- Oks, oks. Ainda temos muuuuuuito o que ver...
- Logo eu, que odeio andar para fazer compras! Que destino!...
Continua...
5 de jun. de 2009
Post antigo, esperanças novas.
Há cerca de 01 mês, pesquisando no Google, consegui recuperar os arquivos do meu antigo blog, "conflitos internos". Ele surgiu como uma terapia virtual, numa época daquelas que todo mundo tem nessa vida, de crises existenciais e coisas do gênero. Relendo o que escrevi de 2004 a 2007, vejo uma série de mudanças. Mudanças nos pensamentos, na forma de ver certos pormenores, na forma de tratar o mundo ao meu redor e a mim mesma; algumas paixões permaneceram, outras foram esquecidas, superadas. Eu comecei a estudar turco e depois parei; e parei também de estudar italiano. Quis tirar passaporte, não deu; quis ir embora para Londres, não pude. Quis muito, quis tanto e não soube fazer por onde. Quis Ná, quis a Turquia, quis a Europa inteira, quis Fábio, Porto Alegre, quis férias prolongadas, quis ser eu mesma
e quis escrever mais, ler mais, ver mais... E voltando às paixões: de todas as que tive durante esse período, uma permanece com certeza: a Literatura.
Abaixo, um dos meus antigos textos:
Minha esperança em Luis Fernando.
"Enquanto o mundo girava, ela continuava lá, pensando numa porção de coisas.
Bastavam dois minutos para distanciar a mente. Pensava na vida, no futuro, nos
homens - vê se pode?! - uma moça de 21 anos pensar em homens... Tudo bem, não era culpa da idade real, mas sim da idade mental. Tinha 21, mas sentia-se com 16. Tímida e inquieta - um paradoxo em si mesma. Pensar em homens... Como podia se nem os conhecia? Seria mais fácil pensar em algo que estivesse mais próximo de seu meio-termo: rapazes".
Às vezes, passo horas pensando no que escrever. E, sempre que a inspiração vem, nunca estou com caneta, gravador ou paciência. Minhas notas mentais se perdem no inconsciente.
Eu me embaralho, me torço e acaba saindo alguma coisa. Leio, releio e acho interessante, para, duas horas depois, dizer:
"Como é que pude escrever esta merda?". Reprovo-me, critico-me.
Se ao menos um deles pudesse ler e dizer o que acha...
Sabino, Bandeira, Drummond, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos - qualquer um dos meus ídolos. É como se precisasse da aprovação de algum deles para saber que o que escrevi está bom. Mas isso não é possível: estão todos mortos. E afinal, bom para quem? Para eles? Para o público? Ora, ainda tenho consciência de que não se pode agradar gregos e troianos. Porém, admito que se pudesse agradar qualquer um deles, ficaria feliz.
Luis Fernando Veríssimo é minha esperança.
Hoje, eu diria que Eduardo Galeano, Mario Vargas Llosa, Carlos Heitor Cony e Moacyr Scliar também são minhas esperanças.
e quis escrever mais, ler mais, ver mais... E voltando às paixões: de todas as que tive durante esse período, uma permanece com certeza: a Literatura.
Abaixo, um dos meus antigos textos:
Minha esperança em Luis Fernando.
"Enquanto o mundo girava, ela continuava lá, pensando numa porção de coisas.
Bastavam dois minutos para distanciar a mente. Pensava na vida, no futuro, nos
homens - vê se pode?! - uma moça de 21 anos pensar em homens... Tudo bem, não era culpa da idade real, mas sim da idade mental. Tinha 21, mas sentia-se com 16. Tímida e inquieta - um paradoxo em si mesma. Pensar em homens... Como podia se nem os conhecia? Seria mais fácil pensar em algo que estivesse mais próximo de seu meio-termo: rapazes".
Às vezes, passo horas pensando no que escrever. E, sempre que a inspiração vem, nunca estou com caneta, gravador ou paciência. Minhas notas mentais se perdem no inconsciente.
Eu me embaralho, me torço e acaba saindo alguma coisa. Leio, releio e acho interessante, para, duas horas depois, dizer:
"Como é que pude escrever esta merda?". Reprovo-me, critico-me.
Se ao menos um deles pudesse ler e dizer o que acha...
Sabino, Bandeira, Drummond, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos - qualquer um dos meus ídolos. É como se precisasse da aprovação de algum deles para saber que o que escrevi está bom. Mas isso não é possível: estão todos mortos. E afinal, bom para quem? Para eles? Para o público? Ora, ainda tenho consciência de que não se pode agradar gregos e troianos. Porém, admito que se pudesse agradar qualquer um deles, ficaria feliz.
Luis Fernando Veríssimo é minha esperança.
Hoje, eu diria que Eduardo Galeano, Mario Vargas Llosa, Carlos Heitor Cony e Moacyr Scliar também são minhas esperanças.
15 de mai. de 2009
Enfim... parei (?).
* O namoro-casamento-sei-lá-o-que com Dudu foi repensado e... surpresa! Continuamos juntos. Era de se esperar que ele, envolvido com Tatyana F., ou perdesse a paciência ou levasse um pé na bunda. Mas conversamos e nada disso aconteceu. Estamos indo, engatinhando ainda em algumas coisas, mas bem :)
* Me mudarei pra um kiti na Lapa no começo de junho. Já era hora de sair de vaga e ter um lugar que eu pudesse chamar de meu, ainda que alugado. Não vejo a hora de fazer a mudança!
* O trabalho também tá indo. Alguns dias são osso, mas no geral, se a empresa não falir nos próximos meses, creio que continuarei nela, rs. Em todo caso, estou checando outras alternativas.
* Acho que volto pra facul no próximo semestre. O Jornalismo ainda é parte do que eu quero pra mim.
A vida parece enfim se encaminhar pra um tempo mais harmonioso... Será que vou conseguir parar e ficar aqui pelo tempo que propus a mim mesma? (no mínimo, 2 anos). Quiçá... A vida não pára, eu ainda dou trela, então tá. Tô esperando pra ver qual vai ser. ;p
* Me mudarei pra um kiti na Lapa no começo de junho. Já era hora de sair de vaga e ter um lugar que eu pudesse chamar de meu, ainda que alugado. Não vejo a hora de fazer a mudança!
* O trabalho também tá indo. Alguns dias são osso, mas no geral, se a empresa não falir nos próximos meses, creio que continuarei nela, rs. Em todo caso, estou checando outras alternativas.
* Acho que volto pra facul no próximo semestre. O Jornalismo ainda é parte do que eu quero pra mim.
A vida parece enfim se encaminhar pra um tempo mais harmonioso... Será que vou conseguir parar e ficar aqui pelo tempo que propus a mim mesma? (no mínimo, 2 anos). Quiçá... A vida não pára, eu ainda dou trela, então tá. Tô esperando pra ver qual vai ser. ;p
Bons tempos.

Em algum Natal, numa terra muito distante daqui...
"Certa vez, num tempo bastante remoto, um lord nordestino resolveu reunir os amigos durante as festividades natalinas no condado do Conjunto Ceará...
O lord logo obteve a boa vontade de todos em participar das festividades. Na data marcada, todos compareceram muito bem trajados e distintos, e claro, cada um levou uma grande quantidade de líquidos etílicos, tanto para consumo próprio como para compartilhar entre os presentes.
As pessoas estavam muito felizes com a reunião, então ocorreu o esperado: o lord e seus convidados se entregaram a fartas libações alcóolicas, alguns até a manhã seguinte.
Por fim, alguns também se entregaram aos prazeres da carne, e outros ainda tentaram, em vão, se desvencilhar da situação de luxúria e embriaguez que ali se instalou.
Ao final de tudo, o lord estava completado esgotado, mas muito contente. Os últimos convidados despediram-se, prometendo que haveria uma próxima reunião entre os presentes, o que infelizmente não aconteceu. Os anos se passaram, cada um dos convidados e o próprio lord seguiram por caminhos distintos. Mas na mente de todos ficou a lembrança de tão agradável festa e, para refrescar a memória, ficaram também algumas fotos, tipo essa que ilustra nossa história. Fim (?).
P.s.: Adorei esse Natal. Bons tempos. :)
(TF*)"
Deixei esses comentários em formato de short story no álbum do Simon na tarde de hoje.
Da direita pra esquerda: Simon, Hil (lord), Gilfran e Leandro, o pervertido.
Ê, saudade.
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