Ponto final
Eu resolvi pousar
aqui e acolá...
Pousar nas asas de um morcego,
procurando por sossego;
pousar em terras verdejantes,
esperando um bom amante.
Pouso ali e me crivo,
tentando encontrar alívio.
Mas a estrada me chama,
clama por minha presença.
Acumulo sapiência
e raízes não existem.
Busco até as horas tristes,
também um pouco de paz.
Busco um lugar de repouso
e, quando pouso, quero mais.
Talvez eu me entregue à sorte
ou volte ao ponto de partida.
Talvez eu plante dálias
para colher margaridas
É certo que um dia eu pare
e repare no cansaço.
Então, traço os próximos passos,
misturo calma e embaraço,
pouso bem num roseiral.
Vivo mais um desenlance
e pinto um ponto final.
*TF* julho/2005.
31 de ago. de 2009
Altos e baixos de uma segunda-feira.
Sabe aqueles dias em que você acorda se sentindo uma bosta, mas uma palavra ou um telefonema fazem toda a diferença para melhorar seu astral? O meu estava péssimo ontem. Na verdade, tudo começou na sexta. Aliás, tudo começou mesmo quando eu vim para o Rio de novo e tornei a ficar sozinha em alguns sábados e domingos...
Da minha agenda.
30/08/2009.
Meu dia: A mesma bosta de sempre... Pelo menos a mesma bosta de quando fico em casa, sozinha, sentindo pena e raiva de mim.
É duro estar solitária aqui no Rio... Faço sempre a mesma coisa nos fins de semana: nada. Ou nada demais – whatever.
Vejo TV, durmo, faço uma comida que só eu mesma comeria (e como), durmo de novo, esqueço de tomar banho, não tenho Internet, não consigo ler, não consigo sair, finjo que vou estudar Francês, mas não estudo, vejo mais TV, varro a casa, lavo a pouca louça suja, penso nas coisas que tenho para fazer ao longo da semana, não consigo atualizar minha agenda, não consigo me atualizar, me sinto só, me sinto mal, a sogra me convida, por telefone, para visitar a casa dela qualquer hora, mas eu não tenho a menor vontade de ir porque não me sinto em casa quando estou lá ou quando estou com a família do Eduardo.
Padeço de solidão na Cidade Maravilhosa. Sinto saudade, choro um pouco, sinto vontade de ir embora, mas sei que não é uma boa hora para pensar nisso. Não voltar para Fortaleza, mas ir para outro lugar, tentar outras coisas.
Sinto que estou no caminho errado. Sinto que minha vida não começou, mas a real é que estou com 25 anos e mais um fim de semana perdido.
Depois de escrever isso na agenda, eu tentei dormir, mas tive uma crise de insônia das brabas. É incrivelmente terrível como o sono demora para vir aos domingos. Além da mesmice do fim de semana, ocorreram alguns problemas de comunicação na empresa que tomaram proporções inesperadas - e não sei, mas tive aquela sensação de que ia sobrar pra mim...
Então, hoje eu vim trabalhar um trapo. Com o humor meio abalado e cansada.
E aí, algumas palavras da Suellen e depois o telefonema do Du (não o meu marido, mas um amigo de Fortaleza) melhoraram meu humor.
É sempre bom receber convites para sair qualquer hora e é sempre bom ouvir que alguém sente saudade de ti.
Nota: Depois das 11h realmente sobrou pra mim. No bom cearês: o chefe chegou fumando numa quenga... Soltando fogo pelas ventas... Agora, na tecla SAP (traduzindo): chegou enfurecido. Eu só ouvi. Não argumentei porque é típico dele não escutar ninguém e porque, sei lá, eu não estava muito a fim. Tô ficando meio de saco cheio e muito a fim de buscar outra coisa para fazer por estas bandas. Mas... Isso já é assunto pra outra hora. (Planos, planos,... Sempre!).
Da minha agenda.
30/08/2009.
Meu dia: A mesma bosta de sempre... Pelo menos a mesma bosta de quando fico em casa, sozinha, sentindo pena e raiva de mim.
É duro estar solitária aqui no Rio... Faço sempre a mesma coisa nos fins de semana: nada. Ou nada demais – whatever.
Vejo TV, durmo, faço uma comida que só eu mesma comeria (e como), durmo de novo, esqueço de tomar banho, não tenho Internet, não consigo ler, não consigo sair, finjo que vou estudar Francês, mas não estudo, vejo mais TV, varro a casa, lavo a pouca louça suja, penso nas coisas que tenho para fazer ao longo da semana, não consigo atualizar minha agenda, não consigo me atualizar, me sinto só, me sinto mal, a sogra me convida, por telefone, para visitar a casa dela qualquer hora, mas eu não tenho a menor vontade de ir porque não me sinto em casa quando estou lá ou quando estou com a família do Eduardo.
Padeço de solidão na Cidade Maravilhosa. Sinto saudade, choro um pouco, sinto vontade de ir embora, mas sei que não é uma boa hora para pensar nisso. Não voltar para Fortaleza, mas ir para outro lugar, tentar outras coisas.
Sinto que estou no caminho errado. Sinto que minha vida não começou, mas a real é que estou com 25 anos e mais um fim de semana perdido.
Depois de escrever isso na agenda, eu tentei dormir, mas tive uma crise de insônia das brabas. É incrivelmente terrível como o sono demora para vir aos domingos. Além da mesmice do fim de semana, ocorreram alguns problemas de comunicação na empresa que tomaram proporções inesperadas - e não sei, mas tive aquela sensação de que ia sobrar pra mim...
Então, hoje eu vim trabalhar um trapo. Com o humor meio abalado e cansada.
E aí, algumas palavras da Suellen e depois o telefonema do Du (não o meu marido, mas um amigo de Fortaleza) melhoraram meu humor.
É sempre bom receber convites para sair qualquer hora e é sempre bom ouvir que alguém sente saudade de ti.
Nota: Depois das 11h realmente sobrou pra mim. No bom cearês: o chefe chegou fumando numa quenga... Soltando fogo pelas ventas... Agora, na tecla SAP (traduzindo): chegou enfurecido. Eu só ouvi. Não argumentei porque é típico dele não escutar ninguém e porque, sei lá, eu não estava muito a fim. Tô ficando meio de saco cheio e muito a fim de buscar outra coisa para fazer por estas bandas. Mas... Isso já é assunto pra outra hora. (Planos, planos,... Sempre!).
26 de ago. de 2009
Escritos/2.
Finalmente achei o que procurava! E pensar que até tinha interrompido a procura,
de tão difícil que andava a situação...
Sem mais delongas: encontrei meu par perfeito! A pessoa que faz meu coração bater
mais forte! Aquela que me faz ver estrelas até quando chove. É alguém que acredita
que casamento e filhos não são obrigatórios e nem são a fórmula da felicidade; alguém que crê que a fidelidade é uma escolha, não uma obrigação; alguém que me escuta, sabe do que gosto e não tenta me obrigar a ser o que não sou.
Nos damos tão bem que às vezes penso que tudo não passa de um sonho! O que é
mais engraçado é que esse alguém estava perto de mim todo esse tempo! Como não
percebi isso antes? Como não notei essa pessoa tão maravilhosa? Ah, estou mesmo apaixonada...
Nosso encontro foi casual. Lá estava eu, espremendo uns cravos na frente do espelho, quando a notei: boca pequena, olhos arredondados e vivos, cabelos lisos e castanhos. Parecia um tipo comum, mas algo inexplicável fez com que eu me sentisse diferente. Eu já estava tão cansada de não encontrar o que queria! E foi aí que me deparei com o grande amor da minha vida: eu mesma.
TF* - nov./jan - 2006.
de tão difícil que andava a situação...
Sem mais delongas: encontrei meu par perfeito! A pessoa que faz meu coração bater
mais forte! Aquela que me faz ver estrelas até quando chove. É alguém que acredita
que casamento e filhos não são obrigatórios e nem são a fórmula da felicidade; alguém que crê que a fidelidade é uma escolha, não uma obrigação; alguém que me escuta, sabe do que gosto e não tenta me obrigar a ser o que não sou.
Nos damos tão bem que às vezes penso que tudo não passa de um sonho! O que é
mais engraçado é que esse alguém estava perto de mim todo esse tempo! Como não
percebi isso antes? Como não notei essa pessoa tão maravilhosa? Ah, estou mesmo apaixonada...
Nosso encontro foi casual. Lá estava eu, espremendo uns cravos na frente do espelho, quando a notei: boca pequena, olhos arredondados e vivos, cabelos lisos e castanhos. Parecia um tipo comum, mas algo inexplicável fez com que eu me sentisse diferente. Eu já estava tão cansada de não encontrar o que queria! E foi aí que me deparei com o grande amor da minha vida: eu mesma.
TF* - nov./jan - 2006.
19 de ago. de 2009
Poeminha/5.
AMOR REAL.
Emaranhados de cetim...
- Eu te amo, meu bem...
A consciência atrás de mim:
- Uma mentira atrai mais cem.
E tu respondes, enfim:
- Só enquanto te convém.
*TF* - 25/04/2006
(fruto da leitura de "A ponte para o sempre", de Richard Bach).
Emaranhados de cetim...
- Eu te amo, meu bem...
A consciência atrás de mim:
- Uma mentira atrai mais cem.
E tu respondes, enfim:
- Só enquanto te convém.
*TF* - 25/04/2006
(fruto da leitura de "A ponte para o sempre", de Richard Bach).
17 de ago. de 2009
Escritos/1.
Os invisíveis.
Estão em toda parte. São homens, mulheres, idosos e crianças. Alguns não têm os braços, outros não têm as pernas, mas o que todos não têm mesmo é dinheiro.
Conseguiram a proeza que alquimista nenhum jamais realizou: são invisíveis. A verdade é que os enxergamos, mas fingimos não vê-los. Porém, eles teimam em ser vistos, afinal, precisam sobreviver. "Tio, me dá uma esmolinha?" ou "Ei, moço, me dá dez centavos pra comprar o leite do meu filho?". E por aí vai.
Nós olhamos de rabo de olho, pois eles nos incomodam. É duro encarar a miséria. Passamos e pensamos: "Deixa, eu tenho que cuidar de outros, de mim... Vai aparecer quem cuide dele, coitadinho! E aquela senhora... Aposto que também vão arranjar um abrigo para ela". Temos dó, mas não ajudamos.
Aliás, do jeito que as coisas estão, já nem sabemos quem **merece ser ajudado ou não. Ninguém quer ser passado para trás, não é mesmo?
Enquanto isso, eles se proliferam. Estão nos pontos mais movimentados da cidade, pois é lá que o dinheiro circula. Depois, voltam para os casebres de papelão e plástico. Ou dormem no lugar que lhes é tão familiar: a rua.
Eles não têm, não sabem, não podem. O que vem depois dos verbos é tanta coisa que até pensamos que nossa vida de fazer contas não é tão má. (novembro/2005)
** Nota: Penso que todo mundo merece ajuda. O porém é que todo mundo fica puto quando ajuda alguém e depois descobre que foi enganado... "Porra, dei meu dinheiro para aquele malandro beber cachaça!". Lógico que, cego de raiva, a gente não lembra que pode ter enganado alguém, por um motivo qualquer que fosse, pelo menos uma vez na vida. Que atire a primeira pedra quem nunca mentiu pra levar vantagem ou encobrir alguma coisa.
Estão em toda parte. São homens, mulheres, idosos e crianças. Alguns não têm os braços, outros não têm as pernas, mas o que todos não têm mesmo é dinheiro.
Conseguiram a proeza que alquimista nenhum jamais realizou: são invisíveis. A verdade é que os enxergamos, mas fingimos não vê-los. Porém, eles teimam em ser vistos, afinal, precisam sobreviver. "Tio, me dá uma esmolinha?" ou "Ei, moço, me dá dez centavos pra comprar o leite do meu filho?". E por aí vai.
Nós olhamos de rabo de olho, pois eles nos incomodam. É duro encarar a miséria. Passamos e pensamos: "Deixa, eu tenho que cuidar de outros, de mim... Vai aparecer quem cuide dele, coitadinho! E aquela senhora... Aposto que também vão arranjar um abrigo para ela". Temos dó, mas não ajudamos.
Aliás, do jeito que as coisas estão, já nem sabemos quem **merece ser ajudado ou não. Ninguém quer ser passado para trás, não é mesmo?
Enquanto isso, eles se proliferam. Estão nos pontos mais movimentados da cidade, pois é lá que o dinheiro circula. Depois, voltam para os casebres de papelão e plástico. Ou dormem no lugar que lhes é tão familiar: a rua.
Eles não têm, não sabem, não podem. O que vem depois dos verbos é tanta coisa que até pensamos que nossa vida de fazer contas não é tão má. (novembro/2005)
** Nota: Penso que todo mundo merece ajuda. O porém é que todo mundo fica puto quando ajuda alguém e depois descobre que foi enganado... "Porra, dei meu dinheiro para aquele malandro beber cachaça!". Lógico que, cego de raiva, a gente não lembra que pode ter enganado alguém, por um motivo qualquer que fosse, pelo menos uma vez na vida. Que atire a primeira pedra quem nunca mentiu pra levar vantagem ou encobrir alguma coisa.
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