22 de jul. de 2010

Bate papo/02

Rogério diz:
- Taty, fui lá na vaga que vc me indicou...

Taty diz:
- E aí?

Rogério diz:
- Vou te contar já.

Taty diz:
- Adooooro um suspense! rs.

Rogério diz:
- Acho que irei pra lá...

Taty diz:
- Nosso herói, Roger, bate na porta. Uma velha desdentada abre. Roger fica em dúvida se corre ou se morre, tamanho é o susto...
Eles conversam sobre o quarto. A velha fala para ele entrar. Meio receoso, ele a segue, até que param em frente a uma porta minúscula. A velha abre a porta e ele vê o interior do quarto: um colchão "de presídio" jogado no chão, uma infiltração perto da janela, jornais espalhados, o lugar tem cheiro de mofo. Quando a janela é aberta, ele vê que a vista dá para um estreito corredor do lado de fora da casa. Depois disso, só há o muro.

Rogério diz:
- Quanta imaginação!

Taty diz:
- A velha fala: custa R$ 180,00. Passa o dedo lentamente pela camisa de nosso herói e completa: É barato, mas você também terá que me fazer alguns favorzinhos... Todos os meninos que moram aqui são bonzinhos pra mim...

Rogério diz:
- Agora chega a parte em que ela me mata e me corta aos pedaços!

Taty diz:
- Nada! Meus personagens são toscos, mas não matam ninguém; só são depravados. Então, ela não iria te matar, só iria querer se aproveitar de seu corpinho, hehehe.

Rogério diz:
- Hahaha! Bom, mas eu vou te contar agora que não foi nada disso!... O lugar é bem legal!

Aí, ele me contou a realidade e daqui pra frente eu já não falo nada, porque a história perdeu a graça! Hahaha.

16 de jul. de 2010

Extra!

Essa é uma postagem extra apenas para dizer que estou contente!

Uma de minhas crônicas é finalista num concurso promovido pela Livraria Blooks, do Rio de Janeiro.

A crônica não é inédita, foi publicada no Projeto Nulla Dies Sine Linea, inclusive.

Estou em segundo na votação. Isso mesmo! As 03 finalistas foram submetidas a voto popular. Quem receber mais votos, ganhará o livro "Conversas sobre o tempo", autografado por Zuenir Ventura, Luis Fernando Verissimo e Arthur Dapieve.

Acaso os números mudem e eu consiga ganhar, meu presente irá para o amigo que me inspirou a escrever a crônica. Para mim, nada mais justo :)

Caso alguém queira votar, segue o link!!!

A minha crônica é a número 03: "Crônica de uma amizade anunciada" ;)

6 de jul. de 2010

Mudanças/05

Nota: Quando postei isso, estava sem acentos. Preferi deixar o texto no original.Pra mim, faz mais sentido ;) (TF - 22/07/10).

Estou sem acento, mas isso jah n tem importancia. o que eh q tem importancia afinal?
hum... primeiro, estou voltando pro rio. Tah, ainda n comprei passagem, tah, ainda n arrumei as malas, mas eh certo que vou voltar.
Se ficasse em telemaco, iria comecar a pensar em cortar os pulsos. eu sempre ameaco, e embora nunca realmente tenha a intencao, eh a minha forma mais dramatica de dizer: puta que pariu, quero sair dessa - seja la o q "dessa" quiser dizer. Pode ser uma situacao, pode ser a cidade mesmo. nesse caso, sao as duas coisas.
A cidade nao eh ruim - soh pra mim mesmo.
Nao eh o frio - aqui nem esta tao frio assim.
Tambem nao eh o lugar - ou a falta dele, pq demoramos pra encontrar um lugar mais ou menos pra ficar e, qdo encontramos um mais ou menos do mais ou menos, eu disse: quero voltar pro rio.
Hoje, eu estava pensando nas coisas que imaginei fazer aqui... um curso, quem sabe arranjar um emprego temporario. Mas os cursos nao me interessavam, n ha empregos pra mim, a cidade toda nao me interessou... Embora eu tenha encontrado um sebo e tb uma lan house barata e uma biblioteca, que na verdade nao cheguei a visitar pq trouxe meus proprios livros e estava lendo-os ainda, eu quis sair daqui e pronto.
Me falta alguma coisa. Me faltam varias coisas.
Tenho saude, mas nao eh a melhor do mundo. Ha coisas a tratar e sei disso. Essa eh uma das coisas da lista de coisas a fazer que estou montando...
Isso mesmo: uma lista de coisas a fazer, mais uma vez. (suspiro)
Quem sabe ajude, quem sabe nao. Quem sabe so piore a forma como me sinto toda vez que penso no que diabo eu estou fazendo com a minha vida...
Tudo parece que vai lentamente e eu me sinto plenamente responsavel por essa falta de progresso. Ate meus textos estao sem ritmo, esta faltando alguma coisa e eu sinto isso. Ou seja, ate em algo que eu realmente curto fazer estou devendo pra mim mesma. Isso eh o cumulo... Talvez eu precise parar de escrever ficcao pra escrever realidade, a minha realidade, a forma como vejo as coisas e que costumo deixar reservada somente para os amigos de quem gosto muitissimo... Amigos de quem gosto e que tem me oferecido uma serie de alternativas para tudo. Eles notam o quanto estou perdida e tentam a todo custo me ajudar. Eu percebo isso nas coisas que me escrevem, na forma das palavras que me dao de presente. Eles me apontam um horizonte, ou varios horizontes, onde eu nao sei exatamente se quero ir, pelo menos nao da forma como apontam. Eu falo isso nao por birra, pois as vezes, em meus desabafos, peco conselhos e espero, ja que estou falando sobre mim para pessoas de quem gosto. Mas no fundo, a unica pessoa que pode me ajudar a mudar a minha vida sou eu mesma.
Nao gosto de ficar remexendo no passado, pensando em como poderia ter feito isso ou aquilo. Parece uma coisa que a minha mae faria e detesto isso. Nao muda nada, so me faz ter raiva de mim, por coisas que nao fiz ou nao disse. Entao, tento seguir em frente, mas parece que falta um plano realmente fixo, uma meta, ou metas, na verdade. Quer dizer, eu as tenho, eh certo como 2 e 2 sao 4, mas eh preciso na realidade mais do que as metas... eh preciso energia pra cumpri-las. Eh preciso fazer algo, agora, imediatamente. E, por ora, a unica coisa que creio que ira mudar minha situacao, eh voltar pro Rio e eh isso que vou fazer. E seja o que Deus quiser - ou nao. Alias, nem sei pq usei essa frase. N gosto dela. Kd o livre arbitrio, neh? Eu odeio botar as coisas nas maos de Deus, n acho certo, pois parece que nao tenho vontade de nada, que estou a merce de forcas ocultas que comandam o meu destino e n gosto nada nada disso, de me sentir como um fantoche... e tenho dito.
Por hoje chega...

28 de mai. de 2010

Mudanças/04

De um e-mail enviado hoje para Roger:
"Vou me mudar. Estou com uma dor no peito. Não só por deixar o Rio. Quer dizer, eu gosto da cidade, mas isso nunca me impediu de ter vontade de deixá-la. A dor no peito, eu acho que é pela falta de ânimo, pela vontade de não ir mesmo, embora essa seja a decisão mais sensata, mais viável, mais correta, mais... saudável (?). Eu vou para uma cidade no interior do Paraná, chamada Telêmaco Borba, onde ficarei por cerca de 03 meses, talvez 04. O que farei lá durante esse tempo? Sobreviverei? Fugirei de casa? Contarei os dias para voltar? Virarei travesti (!!) de uma casa de shows na beira da estrada? Apostadora contumaz da Mega Sena? Eu aposto em qualquer opção, menos na otimista - aquela que diz que tudo lá será o máximo, que eu vou preencher muito bem o meu tempo e que eu vou A-DO-RAR morar lá, ainda que por pouco tempo. Acho que deixei esse tipo de pensamento no casaco do inverno passado. :~ ".

Esses dias, estive conversando com a Suka e ela me deu um 'toque' sobre o assunto. Ela me incentivou a ir, disse para eu não me enganar, pois cidades do interior também podem ter alternativas e etc etc. Eu sei que a intenção foi boa. ;) Ela me botou pra pensar sobre o assunto e, como as opções eram escassas, decidi ir.

Então, a partir dessa decisão, eu comecei a escrever uma lista de coisas que poderei fazer em Telêmaco:

01. Cuidar do maridon (!).
Eu não cuido direito nem de mim, sério. Não tenho bichos de estimação e nem plantas porque sou incapaz de cuidar deles - vide meus finados peixes, por exemplo. Então, o maridon será minha nova cobaia. HuaHuahAuhuA! (risada malévola).

02. Cuidar da casa.
Varrer, passar o pano, passar as roupas, cozinhar, lavar a louça... etc etc etc...

03. Emprenhar.
Nem nesta nem em outra vida. E tenho dito.

04. Escrever um romance.
Tanto tempo livre... Por que não iniciar um romance? Quem sabe vira best seller? O nome será "O ócio criativo". Opa... Acho que já existe...

05. Escrever um ensaio sobre Spinoza.
Acho que é melhor eu tentar Nitinho (modo carinhoso ao qual me refiro a Niestzche), de quem li pelo menos 02 (?) linhas.

06. Arrumar uma lavagem de roupa.
Opa. Isso deveria estar incluído na opção 02, né?

07. Opção incógnita.
"Mel dels, Taty" - diz meu alter ego, "pare com essa lista e vá para o google pesquisar o que tem pra fazer por lá. Talvez não preencha 03 meses, mas você pode preencher 01 mês e hibernar o restante, que tal?".

É isso. Mais uma mudança... (suspiro). Vou pensar em mais opções para minha lista.

11 de mai. de 2010

Casamento/03

O que é casamento?
Bom, eu não acho que exista uma resposta exata.
O que eu sei é que casamento não é apenas anel no dedo e papel passado. Casamento também não é só cerimônia cheia de convidados e comes e bebes.
Mas todas essas coisas podem fazer parte - ou não - de um casamento. Há quem opte por elas e há quem não se importe com isso.
O casamento começa com uma escolha: quero ficar com você.
Não importa quão longe possamos estar um do outro ou se moramos em casas separadas, pois se não é tradicional, não significa que deixa de ser um casamento. Tudo depende das decisões, das escolhas que fazemos logo após a primeira da qual falei. E essa primeira decisão, penso eu, nunca deixará de ser a mais importante.
Casamento também é negociação, embora eu confesse que sou uma péssima negociadora. Mas bem, eu sei que casamento também é negociar porque esse é um momento de negociação para nós. E sei que estou negociando por causa de uma boa oportunidade. Estou com os olhos no presente, mas também (muito) no futuro.
Independente do que decidirmos nesta negociação, minha primeira escolha ainda está de pé: Luís Eduardo, quero ficar com você.