Cubra o sol.
Cubra o sol
Que hoje eu quero
Um dia cinza.
Cubra o sol
E me cubra de brisa.
Me alisa, me despenteia.
Me excita, me incendeia.
Não carece compromisso,
Mas por favor,
Cubra o sol.
Depois me cubra
De carícias.
Cubra o sol e sinta o vento
- esse nosso bom amigo.
Cubra o sol, dê-me um sorriso
E vem deitar aqui comigo.
Tatyana França - 02/08/06.
21 de jul. de 2009
16 de jul. de 2009
Sarau Arte em Andamento.
No Rio, há programas para todas as idades e gostos. Inclusive programas literários regados a música, como é o caso do sarau Arte em andamento, que acontece às segundas, no Art Rio Hostel, localizado no Catete.
Já há algum tempo eu recebia e-mails do grupo informando sobre o evento, que tem entrada gratuita. Mas sempre deixava de ir por não ter companhia ou por preguiça ou pior: porque saía tarde do trabalho.
Mas no dia 13, decidi ir e levei o Dudu comigo.
O lugar é agradável e há incentivo para que todos se manifestem (o microfone está à disposição).
Nessa edição, a primeira a qual compareci, a única coisa que chegou a me incomodar foi o cigarro. As pessoas fumavam perto da porta, mas parece que não atentavam pro fato de que a fumaça ia para dentro do Hostel e incomodava aos mais chatos não-fumantes, tipo eu.
Eu fiz uma reclamação no blog do movimento (Arte em Andamento) e eles me deram uma resposta satisfatória (que na próxima edição, pediriam a compreensão dos fumantes).
Sei, sei. Eu sou uma reclamona, uma chata, mas poxa, odeio ficar com aquele cheiro horrível de cigarro, e, como eles mesmos disseram: "O direito de um começa onde termina o de outro". Eu tenho o direito de não gostar de algo que só prejudica minha saúde e me deixa fedendo... ¬¬ [sux]
Enfim... Dudu e eu não ficamos mais tempo lá também porque tínhamos que acordar cedo. Mas valeu a pena a ida e pretendo ir ao próximo evento, sim! Legal que o Hostel não fica longe da Glória, então deu pra voltar a pé ;)
Um dos pontos altos do sarau (pra mim) foi quando um americano (Derek, de Nova York), que estava paradinho perto da entrada, pediu o microfone para tocar a gaita dele. Foi que nem nos filmes: o cara caladão, ali no cantinho, chegou, tocou, arrasou e deixou todos boquiabertos com o talento. Poxa, eu queria tocar gaita que nem aquele homem! God save Derek!
Ah, tiraram uma foto minha e do Dudu por lá :) Segue o link!
Nós no sarau!.
Já há algum tempo eu recebia e-mails do grupo informando sobre o evento, que tem entrada gratuita. Mas sempre deixava de ir por não ter companhia ou por preguiça ou pior: porque saía tarde do trabalho.
Mas no dia 13, decidi ir e levei o Dudu comigo.
O lugar é agradável e há incentivo para que todos se manifestem (o microfone está à disposição).
Nessa edição, a primeira a qual compareci, a única coisa que chegou a me incomodar foi o cigarro. As pessoas fumavam perto da porta, mas parece que não atentavam pro fato de que a fumaça ia para dentro do Hostel e incomodava aos mais chatos não-fumantes, tipo eu.
Eu fiz uma reclamação no blog do movimento (Arte em Andamento) e eles me deram uma resposta satisfatória (que na próxima edição, pediriam a compreensão dos fumantes).
Sei, sei. Eu sou uma reclamona, uma chata, mas poxa, odeio ficar com aquele cheiro horrível de cigarro, e, como eles mesmos disseram: "O direito de um começa onde termina o de outro". Eu tenho o direito de não gostar de algo que só prejudica minha saúde e me deixa fedendo... ¬¬ [sux]
Enfim... Dudu e eu não ficamos mais tempo lá também porque tínhamos que acordar cedo. Mas valeu a pena a ida e pretendo ir ao próximo evento, sim! Legal que o Hostel não fica longe da Glória, então deu pra voltar a pé ;)
Um dos pontos altos do sarau (pra mim) foi quando um americano (Derek, de Nova York), que estava paradinho perto da entrada, pediu o microfone para tocar a gaita dele. Foi que nem nos filmes: o cara caladão, ali no cantinho, chegou, tocou, arrasou e deixou todos boquiabertos com o talento. Poxa, eu queria tocar gaita que nem aquele homem! God save Derek!
Ah, tiraram uma foto minha e do Dudu por lá :) Segue o link!
Nós no sarau!.
15 de jul. de 2009
Poeminha/3.

(Em sentido horário: Hil, eu, Hipólito, Jana e Simon - Festa 20 e poucos anos, out/2007).
Nós somos jovens e coloridos.
Meio surrados, talvez batidos.
Somos a rima sem perfeição;
Somos pedaços de coração.
Sopro de vida ao quadrado.
Em diagonal, naquele lado.
Naquela esquina, acima o sol.
Nós somos jovens.
Vida sem dó.
(08/09/2006).
10 de jul. de 2009
Mamãe odeia rock.
Há alguns dias, participei de uma promoção da Converse que perguntava: "Qual a coisa mais rock 'n roll que você já fez na vida?"
Participei com duas respostas e uma delas foi escolhida! Aê!
Agora, estou aguardando contato dos organizadores para saber como e quando irei receber meu prêmio: um par de tênis Converse.
Minha resposta foi esta:
"Namorei atrás da igreja, tomei porre de cerveja, bati cabeça a noite inteira, na estrada peguei poeira e também carona de caminhão; fiz um tattoo maneira, tomei banho de cachoeira e tive uma grande paixão. Fiz tanto que até deu pra esquecer - só não deixei de vir aqui responder!".
Link para a página da promoção (com as frases escolhidas): Comemore o rock!
É praticamente a primeira vez que ganho alguma coisa em promoções.
A primeira vez MESMO foi em 2002. Fui sorteada e ganhei um ingresso pra ir ao show do Blaze (ex-vocalista do Iron Maiden). Gostava pacas de rock, mas sinceramente não costumava ouvir muito Iron. Mesmo assim, jamais perderia um show desses. Lembro bem da minha mãe, que odeia rock, falando:
- Quantos ingressos você ganhou?
- 1 só, ora.
- E vai sozinha?
- Que é que tem?
Minha mãe imaginava um show de rock como um lugar sujo e fedorento, com homens suados, peludos e bêbados tentando me sodomizar. Claro, a festa seria regada a bebidas alcoólicas, drogas, orgias e pessoas com tatuagens e roupas bizarras. E mais: eu me converteria em adoradora do demo e das trevas, rasparia a cabeça ou faria um moicano, só usaria preto e ainda bifurcaria minha língua, para que ficasse igual a de uma cobra. Também iria largar os estudos, dormir o dia inteiro e entrar para uma banda hardcore, heavy metal ou pior: uma banda estilo slatter. Embora ela não soubesse o significado das palavras, tinha certeza que boa coisa não poderiam ser.
Pois bem. Depois de muito refletir, ela viu que eu iria de qualquer jeito e disse:
- Chama alguém pra ir com você. Eu pago o ingresso.
Chamei a Kylvia. E lá fomos nós, faceiras e joviais. E o show?
Só uma palavra: IRADO!! \o/
Até hoje, minha mãe mantém a mesma postura em relação ao rock: odeia.
E eu também continuo mantendo a minha: amo.
E agora, coincidência das coincidências, a segunda promo que ganhei na vida também tem a ver com rock! ;)
Como diria um amigo meu: "Metaaaaaaaaaaaaaaal!"
Oh yeah!
Participei com duas respostas e uma delas foi escolhida! Aê!
Agora, estou aguardando contato dos organizadores para saber como e quando irei receber meu prêmio: um par de tênis Converse.
Minha resposta foi esta:
"Namorei atrás da igreja, tomei porre de cerveja, bati cabeça a noite inteira, na estrada peguei poeira e também carona de caminhão; fiz um tattoo maneira, tomei banho de cachoeira e tive uma grande paixão. Fiz tanto que até deu pra esquecer - só não deixei de vir aqui responder!".
Link para a página da promoção (com as frases escolhidas): Comemore o rock!
É praticamente a primeira vez que ganho alguma coisa em promoções.
A primeira vez MESMO foi em 2002. Fui sorteada e ganhei um ingresso pra ir ao show do Blaze (ex-vocalista do Iron Maiden). Gostava pacas de rock, mas sinceramente não costumava ouvir muito Iron. Mesmo assim, jamais perderia um show desses. Lembro bem da minha mãe, que odeia rock, falando:
- Quantos ingressos você ganhou?
- 1 só, ora.
- E vai sozinha?
- Que é que tem?
Minha mãe imaginava um show de rock como um lugar sujo e fedorento, com homens suados, peludos e bêbados tentando me sodomizar. Claro, a festa seria regada a bebidas alcoólicas, drogas, orgias e pessoas com tatuagens e roupas bizarras. E mais: eu me converteria em adoradora do demo e das trevas, rasparia a cabeça ou faria um moicano, só usaria preto e ainda bifurcaria minha língua, para que ficasse igual a de uma cobra. Também iria largar os estudos, dormir o dia inteiro e entrar para uma banda hardcore, heavy metal ou pior: uma banda estilo slatter. Embora ela não soubesse o significado das palavras, tinha certeza que boa coisa não poderiam ser.
Pois bem. Depois de muito refletir, ela viu que eu iria de qualquer jeito e disse:
- Chama alguém pra ir com você. Eu pago o ingresso.
Chamei a Kylvia. E lá fomos nós, faceiras e joviais. E o show?
Só uma palavra: IRADO!! \o/
Até hoje, minha mãe mantém a mesma postura em relação ao rock: odeia.
E eu também continuo mantendo a minha: amo.
E agora, coincidência das coincidências, a segunda promo que ganhei na vida também tem a ver com rock! ;)
Como diria um amigo meu: "Metaaaaaaaaaaaaaaal!"
Oh yeah!
Um momento absoluto.
Eu estava no metrô relendo “O encontro marcado” e, de súbito, meu pensamento se voltou para um período já um pouco distante: 2004/2005. E enquanto Toledo dizia ao Eduardo para ir embora de Minas, eu lembrei de mim, ávida por ir embora (de Fortaleza) desde esse período. Recordei das coisas que fazia nesses anos e das pessoas com quem costumava estar.
E coincidência das coincidências, tive contato com 02 dessas pessoas hoje: Hildenê e Jr.
Com Hil, conversei via Google Talk. Ele tinha acabado de criar um blog, queria que eu visse. Primeiro, me mandou um recado no Orkut:
“Ei... dá uma sacada... eu fiz um blog: Assim por diante”
E quase em seguida:
“Num eh vírus não... sou eu mesmo, merda!”
Respondi:
“Ah, bom... me chamou de merda, então eu acredito que não é vírus!
Amo-te, seu merda! :p ”
Vi o blog, comentei e ainda fiz a descrição do perfil dele, partindo do que ele é para mim (sim, eu sou a menina do balão). Comentei que ainda aprenderia a escrever. Ele disse que eu já sei fazer isso e, que se eu lançar um livro, ele vai comprar. Me senti importante!
E o Júnior me marcou numa foto de 2006, no álbum orkutiano dele. Era uma calourada daquelas a qual sempre íamos no Benfica. Eu fiz um comentário na foto. Horas depois, sem nenhum motivo especial, voltei à mesma página e vi que ele tinha comentado logo abaixo, com uma única frase:
“Sinto saudade de ti”.
E só agora, no metrô, relendo uma história que quase poderia ser a minha, eu senti uma puta saudade. Fiquei pensando na frase do Jr., uma coisa tão direta, eu diria mesmo seca, sem enfeite, mas eu não queria mais nada, não... A frase foi simples, só isso. E a simplicidade continha tanto, a palavra saudade já diz muito – diz, na verdade, tudo que eu queria ouvir dele.
Então, sozinha na estação, sozinha entre tantas gentes e tantas outras solidões, eu imaginei que esse poderia ser, enfim, o meu momento absoluto. O momento onde eu decidiria o rumo dessa vida, onde eu tomaria uma grande decisão, baseada em acontecimentos e presenças do passado e do presente.
Por esse momento, um momento grande e todo meu, eu tive vontade de chorar. Relembrei o quanto eu quis ir embora e o quanto sinto falta das pessoas que ficaram – na cidade que eu deixei, no tempo e nas lembranças.
Eu não sei se foi meu momento absoluto, mas sei que tomei uma decisão, partindo disso mesmo: acontecimentos e presenças do passado e do presente – vou escrever, escrever um romance, o meu romance.
Eu lembro de uma vez, lá pelos idos de 2005, quando eu levei meu caderninho de textos para o professor Júlio ler. Eu levei porque gostava dele (apesar dele fumar sempre e muito) e queria saber o que ele tinha a dizer sobre meus escritos e minhas pretensões literárias. E o que ele disse foi:
- Você escreve bem. Não pare de escrever. Você escreve insights, impressões do mundo, meio soltas. Eu sugiro uma coisa: escreva um romance.
E agora, mais de 04 anos depois daquela conversa com Júlio, eu sei que talvez eu não saiba escrever, que talvez eu escreva bem para alguns, mas outros me achem mortalmente chata e prolixa, mas dane-se: preciso escrever. E é isso que farei.
Quem sabe um dia meu romance seja publicado, quem sabe vire série de TV – e quem sabe fique na gaveta – o importante é deixar registrado de forma mais detalhada tantos anos e tantas pessoas, saudades e causos que marcaram e marcam essa minha existência.
E coincidência das coincidências, tive contato com 02 dessas pessoas hoje: Hildenê e Jr.
Com Hil, conversei via Google Talk. Ele tinha acabado de criar um blog, queria que eu visse. Primeiro, me mandou um recado no Orkut:
“Ei... dá uma sacada... eu fiz um blog: Assim por diante”
E quase em seguida:
“Num eh vírus não... sou eu mesmo, merda!”
Respondi:
“Ah, bom... me chamou de merda, então eu acredito que não é vírus!
Amo-te, seu merda! :p ”
Vi o blog, comentei e ainda fiz a descrição do perfil dele, partindo do que ele é para mim (sim, eu sou a menina do balão). Comentei que ainda aprenderia a escrever. Ele disse que eu já sei fazer isso e, que se eu lançar um livro, ele vai comprar. Me senti importante!
E o Júnior me marcou numa foto de 2006, no álbum orkutiano dele. Era uma calourada daquelas a qual sempre íamos no Benfica. Eu fiz um comentário na foto. Horas depois, sem nenhum motivo especial, voltei à mesma página e vi que ele tinha comentado logo abaixo, com uma única frase:
“Sinto saudade de ti”.
E só agora, no metrô, relendo uma história que quase poderia ser a minha, eu senti uma puta saudade. Fiquei pensando na frase do Jr., uma coisa tão direta, eu diria mesmo seca, sem enfeite, mas eu não queria mais nada, não... A frase foi simples, só isso. E a simplicidade continha tanto, a palavra saudade já diz muito – diz, na verdade, tudo que eu queria ouvir dele.
Então, sozinha na estação, sozinha entre tantas gentes e tantas outras solidões, eu imaginei que esse poderia ser, enfim, o meu momento absoluto. O momento onde eu decidiria o rumo dessa vida, onde eu tomaria uma grande decisão, baseada em acontecimentos e presenças do passado e do presente.
Por esse momento, um momento grande e todo meu, eu tive vontade de chorar. Relembrei o quanto eu quis ir embora e o quanto sinto falta das pessoas que ficaram – na cidade que eu deixei, no tempo e nas lembranças.
Eu não sei se foi meu momento absoluto, mas sei que tomei uma decisão, partindo disso mesmo: acontecimentos e presenças do passado e do presente – vou escrever, escrever um romance, o meu romance.
Eu lembro de uma vez, lá pelos idos de 2005, quando eu levei meu caderninho de textos para o professor Júlio ler. Eu levei porque gostava dele (apesar dele fumar sempre e muito) e queria saber o que ele tinha a dizer sobre meus escritos e minhas pretensões literárias. E o que ele disse foi:
- Você escreve bem. Não pare de escrever. Você escreve insights, impressões do mundo, meio soltas. Eu sugiro uma coisa: escreva um romance.
E agora, mais de 04 anos depois daquela conversa com Júlio, eu sei que talvez eu não saiba escrever, que talvez eu escreva bem para alguns, mas outros me achem mortalmente chata e prolixa, mas dane-se: preciso escrever. E é isso que farei.
Quem sabe um dia meu romance seja publicado, quem sabe vire série de TV – e quem sabe fique na gaveta – o importante é deixar registrado de forma mais detalhada tantos anos e tantas pessoas, saudades e causos que marcaram e marcam essa minha existência.
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