20 de mai de 2011

"Só e socó"

Hoje tem início a Virada Cultural no Rio de Janeiro.
E aí? E aí nada – eu queria ir, mas não tenho companhia. Para variar, o Dudu não está na cidade.
Hoje, eu queria ir apenas a um show, o da banda Biquíni Cavadão. O show vai começar daqui a cerca de 1h, se a chuva deixar. E onde eu estou? Claro que estou nessa caverna que, por ora, chamo de casa.
Passei o dia todo pensando: vou. Daí, por volta das 18h:30m, comecei a ter severas dúvidas, pelo motivo de sempre: não gosto de ir a eventos desse tipo sozinha.
Durante o dia, pensei em pessoas a quem eu poderia chamar. Pensei também em suas possíveis desculpas:
01. Moro longe do local do show, vai ficar ruim para eu voltar;
02. Estou com preguiça;
03. Não gosto da banda, então não vale o esforço;
04. Está frio, prefiro ficar em casa;
05. Hoje é sexta, tenho coisa melhor pra fazer;
06. Você não prefere ir ao show do Luan Santana no domingo? (Minha resposta: Não, eu prefiro ter uma parada cardíaca!!!);
07. Não gosto de multidão;
08. Não gosto de sair de casa;
09. Não tenho dinheiro;
10. Estou cansado (a).

Óbvio que as pessoas não falam claramente alguns desses argumentos, mas com o tempo eu aprendi a arte (?) de deduzir, me baseando nas informações que tenho e, vá lá, em certos “achismos” também. Acabou que o dia passou e eu não chamei ninguém. Afinal, quem toparia ir a um programa assim, recebendo convite na última hora?
Se eu quisesse chegar ao Arpoador antes das 21h:30m, teria que sair de Irajá por volta das 20h:30m. Mais ou menos às 18h:40m, começou o Chaves no SBT. Às 19h:30m, quando o Chaves acabou, eu pensei: Dane-se, eu não vou. Vou ficar em casa, lamentando morar nesta cidade, onde nunca tenho companhia para os programas que curto.

Bom, eu estou cumprindo à risca minha escolha: estou me lamentando. Pois é, teria sido mais fácil chamar alguém, mas a pergunta que não quer calar é: QUEM?

Em Fortaleza, isso jamais aconteceria. E ainda assim, não penso em voltar. Quem sabe um dia...

Então, é isso: mais uma noite de sexta-feira em casa, sem fazer nada. Toda vez que rola um evento legal no Rio, eu me sinto só. “Só e socó”.