31 de dez de 2009

Fim de ano/02.

Ontem, Dudu e eu pesquisamos na Internet sobre as festas de ano novo aqui em SC, incluindo, claro, a que nos interessava que era a de Floripa. Conclusão: vimos que nenhuma banda conhecida iria tocar e, na dúvida se seria algo legal e também por conta do medo do mau tempo, preferimos ficar em Navegantes. A essa altura, também ficaria difícil mudar de ideia e decidir ir para Curitiba ou para praia lá no Paraná, que fica perto da Ilha do Mel (recebemos convites para ambos).

E ontem eu disse ao Dudu:
- Agora que não vamos mais para Floripa, eu preciso enumerar vantagens da gente ficar aqui, se não, vou ficar frustrada.
E comecei:
- 01. Gastaremos menos e o desgaste será menor... Afinal, depois da queima de fogos, a gente volta a pé para casa; aliás, a gente tem onde dormir!
02. Não deixaremos o Júlio sozinho... (Júlio é um amigo do Dudu que também dispensou os convites que recebeu e disse que ia ficar aqui e descansar e lavar roupa. Eu achei ele meio doido e fiquei com dó quando o Dudu disse: "Ele vai ficar aqui sozinho, pois nem pra Floripa com a gente ele quer ir!! Diz ele que é porque está sem dinheiro... Sei lá").
03. Não corremos o risco de ficar na rua, debaixo de chuva, e ainda por cima escutando bandas de merda tocando músicas de merda...

E eu vi na tv que o tempo no Rio tá fodinha (chuva, chuva e chuva...), mas olha só: vai ter Lulu Santos! Só sei dele, mas provavelmente terão outras atrações ;) Eu brinquei com Dudu dizendo:
- Não sei que diabo que deu em mim que vim passar o ano novo aqui! Eu quero voltar pro Rio e ver o Lulu! Buáááá!!

Bom, isso tudo foi ontem.

Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou.

Quer dizer, isso é amanhã, 2010, hehe. O que eu queria mesmo era uma forma de começar a falar sobre HOJE.

Vamos lá!
Dudu e eu acordamos cedo e fomos fazer compras - material para preparar almoço e jantar de hoje e talvez dos próximos dias. (os rapazes só voltarão na noite de segunda, dia 04 e voltarão a trabalhar na terça).

O supermercado estava LO-TA-DO! Todos esbarravam em todos. Eu já odeio fazer compras... Dá pra imaginar minha disposição quando vi aquele batalhão...

Na saída do supermercado, nós cheios de sacolas e aí... Começou a chover! Voltamos debaixo da chuva grossa e o Dudu ainda ficou cantando. Eu não parava de dizer: "Cala a boca!". Nós ríamos e ele recomeçava a cantoria. Depois, já em casa, ele comentou com o Júlio que veio cantando para "me alegrar". Eu disse:
- Júlio, o Dudu não sabe dançar, não sabe cantar, mas sabe cozinhar. Ufa!

Ah, a nossa chegada... Chegamos ensopados, óbvio, e o Júlio estava na varanda. Ele riu de nós e eu disse:
- Júlio, você está rindo de nós! Eu vou te comer de porrada!

Lógico que era brincadeira. Eu sou cearense, mas sei do meu potencial físico, haha.

Em seguida, Júlio e Dudu foram a mercearia que fica na parte de baixo de onde estamos alojados. Foram comprar cerveja e mais carne. Eu fui tirar a água da área na parte de trás da casa, onde fica a churrasqueira. Tem uma escada lá, que é por onde temos acesso a casa (que tá mais pra apartamento).

Aí, as roupas estavam no varal. E o rapaz da casa que fica atrás me chamou (eu sei, é meio confuso, né? Mas é isso mesmo: mercearia na frente, nossa casa em cima e outra casa atrás). Algumas meias tinham caído. Nem eram minhas, mas eu ia descer pra pegar e aí... Aí, eu caí da escada. Gentem, não na verdade eu não caí. Eu rolei, eu desabei!!... Fui descendo de bunda mais ou menos do quarto degrau até o último. E meu grito durou do começo ao final da queda. Parecia coisa de filme. O rapaz gritou:
- Moçaaaaa! Meu Deus!!

Quando cheguei lá embaixo, ele pegou minhas mãos e disse:
- Tudo bem?
E veio um senhor, dessa mesma casa, e disse:
- Não mexe nela! Moça, você bateu a coluna? Bateu as costas na queda?

Eu disse que não, só a bunda. E aí chegou o Dudu e me ajudou a levantar e já na casa ficou brigando comigo por uns 10 minutos, dizendo que eu devia ter cuidado, que não precisava pegar as meias que não eram nossas, dane-se de que eram as meias!, que eu poderia ter quebrado alguma coisa e aí, era ir pro hospital e acabou o ano novo, que poderia ter quebrado até o pescoço, como eu fiz aquilo, que eu queria matá-lo do coração... Ai, que drama. Ele só podia ser leonino mesmo...

O resultado dessa queda é que estou com as pernas CHEIAS de hematomas e minha bunda está doendo. No caminho para a lan house, eu vim pensando em como ia sentar, mas consegui me ajeitar e não estou sentindo dor. Talvez o vício do mundo virtual tenha me dopado... rsrs.

E é isso. Agora, para fechar o último dia do ano com chave de ouro, só precisamos que o temporal recomece, ninguém saia de casa e a queima de fogos seja cancelada... Haha.

Feliz ano novo!
\o/

29 de dez de 2009

Escritos/03.

Futuro.

- Sinto que tenho as chaves nas mãos, mas não sei qual porta devo abrir!
- Se você mesma falou que há mais de uma chave, então pode abrir mais de uma porta. Só abra. Vá naquela que lhe parecer mais atraente e veja o que há por trás dela. Se não ficar satisfeita, nós não garantimos a devolução do seu tempo, mas você pode ter certeza de que poderá abrir outras portas. Tanto faz se você quiser mais variedade ou se estiver simplesmente curiosa, você tem as chaves nas mãos e pode abrir quantas portas desejar.

TF* - dez/2009.

26 de dez de 2009

Fim de ano/01.

Meu Natal foi bem calmo. Eu não deixei de me lembrar dos natais anteriores, passados quase sempre na casa da Kylvia e me vieram à mente todas as coisas gostosas e temperadas que o pai dela cozinhava... E também não pude deixar de lembrar do Natal de 2004, onde Hil, Angélica, Jr, eu e outros convivas nos entregamos a fartas libações alcoólicas (adoro essa expressão).

Este foi assim:
Dudu e eu íamos para a casa dos pais da Suellen, que veio para passar a data com eles em Florianópolis. Na noite do dia 23, Su mandou uma mensagem dizendo que todos iriam para a casa dos sogros da irmã dela. Eu pensei: "Fiquei sem ceia".

Eu pareço uma escrota, sei, sei. Mas não tenho culpa em admitir: Natal pra mim é comilança. Não ligo muito pra data, embora goste de estar em festas onde sei que a fartura gastronômica estará presente.

Pois bem. Diante disso, Dudu falou que cozinharia. Estávamos eu, ele e mais 04 homens na casa que eles alugaram aqui em Navegantes (SC). Logo pela manhã, ele perguntou se eu estava triste e eu não resisti em fazer um dos meus comentários:
- Que nada! Sempre foi o sonho de toda uma vida passar o Natal cercada somente por homens!

Que bom que o Dudu é compreensivo o bastante para saber que já passei da fase mundana, mas que continuo adorando falar frases desse tipo.

Ele fez vinagrete, salpicão, arroz e ajudou a cozinhar as carnes para o churrasco. Eu me limitei a cortar as verduras e fazer a sobremesa. Ter marido que cozinha é muuuuito bom! Me poupa do esforço que é cozinhar, haha.

No dia seguinte, quando a carne estava quase acabando, alguém sugeriu que o Ulisses saísse para tentar encontrar um lugar aberto que vendesse carne.

Eu olhei para o Dudu e disse:
- Se a carne acabar, podemos cozinhar tua barriga.

Mais uma vez, ele foi compreensivo e riu. Ah, ele sabe que eu gosto da barriguinha de chopp. Os amigos dele, por sua vez, riram e riram.

Olhei pra ele, compadecida:
- Prometo que não faço mais piadinhas na frente deles, tá?

O Rafael se manifestou prontamente:
- Ah, não! Se você não falar mais, vou perder a chance de rir!...

No final, a carne acabou, mas correu tudo bem no Natal de 2009.
E, a título de informação: a barriga do Dudu continua no lugar ;)

22 de dez de 2009

Promessas de ano novo/02.

Em 2010, prometo a mim mesma estudar mais.
Esse ano, fui uma negação nesse aspecto.

Não voltei para a faculdade e só fiz um curso - que durou um fim de semana apenas. Foi bacana, entretanto gostaria de ter feito mais. Faltou grana, tempo.

Tentei estudar espanhol e francês, mas sem internet em casa para tirar dúvidas, as coisas não saíram exatamente como eu esperava. Shit happens... ¬¬

E quanto à faculdade... Eu não sei se pelo tempo que já passou desde que entrei no Jornalismo, mas não sinto aqueeeela vontade de terminar o curso. Quer dizer, voltar eu posso voltar um dia, mas não sei se será nesse ano.

Em 2010, é mais do que uma promessa: é uma questão de honra estudar mais.

Aprender o que quer que seja é sempre bom em qualquer época da vida :)

17 de dez de 2009

Promessas de ano novo/01.

Em 2010, eu prometo escrever mais - não só nesse blog.
Em 2010, pretendo participar de mais concursos literários. Enviar textos para editoras. Seguir aquilo que me dá tesão.
A caneta é minha velha conhecida. Aprendi a escrever aos 05 anos e desde então, não parei mais. Entretanto, mostrar os textos só no blog e para algumas pessoas é uma coisa. Escrever profissionalmente é outra, que demanda tempo e paciência.
Então, para o ano que se aproxima, eu prometo também arrancar de mim mesma esse dois itens.
E escrever, escrever, escrever. Pois para isso fui plantada - na mesma proporção que ver o mundo e colher histórias, imagens e pessoas.

15 de dez de 2009

A felicidade está no ar!!/02.

Bom, meu final de ano virou do avesso, mas ainda assim, estou contente, pelo menos em relação às festas, ha-ha. Já no que diz respeito a dinheiro: "Mel Dels", nunca passei um fim de ano tão lisa como esse! A empresa não me pagou. Amanhã, vou colocá-los na Justiça.

Meu malino foi para Navegantes (Santa Catarina), onde arranjou trabalho.

E eu? Fiquei no Rio, mas só por enquanto.

Minha viagem pra Fortaleza babou totalmente.
A passagem com o deputado não saiu e o voo da base aérea foi cancelado. Detalhe: o voo me fez perder uma noite de sono e 38 paus de táxi, mas tô de boa. Fiquei p., mas quando a base cancela dizendo "a aeronave está com problemas", o que você pode fazer? Ir lá consertar não rolava... hehe.

Então, agora o plano é passar o Natal em Floripa, com Dudu, na casa da Suka :)
E ano novo? Sei lá. Em algum lugar de Santa Catarina. Como eu vou? Sei lá. Aposto uma ficha na carona ;) Se não, vou de bus mesmo.

E em janeiro: Curitiba (casamento da Su, obaaaa!) e, talvez, mas bem talvez mesmo, dê pra dar um pulo em Fortal para matar as saudades das pessoas que me fazem falta.

11 de dez de 2009

Poeminha/32.

Esse é bem bobinho e até antigo :)

Meu amor

Meu amor não quis a flor
Nem por isso senti dor
Meu amor me abandonou
Pois sua afeição acabou
Do fervor dantes vivido
Agora nada restou
Seu coração congelou
Sua boca se amargou
Nem entendi bem porque
Meu amor se exasperou!
Nosso caso terminou
Mas sinceramente, meu amor
Isso pouco me importou
Pois da angústia já cansei
E a paixão já nem sei
Se no meu âmago perdurou!


TF* - Abril/2002.

10 de dez de 2009

Poeminha/31.

Eu sou merci
Eu sou ça va
Rock e salsa
Aiatolá
Eu sou o dia
Noite também
Sou caracol
A mais de cem
Sou Brasil
Sou Inglaterra
Turquia, Chile
Sou da terra!
Amo meu sangue
E minha pada
Minhas chaves
E a estrada
Eu sou rien
Je suis le monde
No horizonte
Sol que se esconde.


TF* - 15/05/2009

Esse não tem título, mas tem embutido um texto do Eduardo Galeano. Meu sangue, minha pada e minhas chaves estão comigo sempre, ainda que em pensamento.

O texto do Galeano faz parte de um dos meus livros de cabeceira, "O livro dos abraços". Eu consegui encontrá-lo no blog Jambolele :)

7 de dez de 2009

Poeminha/30.

Ai, segunda!
E eu aqui...
Cara de bunda!

TF* - abril/2009.

4 de dez de 2009

A felicidade está no ar!!/01

Como diz uma propaganda da Band News: "em 20 minutos, tudo pode mudar".

E comigo volta e meia é assim.

O plano era ir pra Fortaleza e ficar até o Natal. Mas, sem dinheiro, parecia que a coisa não ia rolar. Até que...

Até que eu comentei com minha mãe e ela ficou feliz por eu querer visitar a terrinha, mas a merda é que eu não tinha dinheiro para comprar a passagem. Então, ela foi falar com um deputado que ela conhece, para ver se ele me cederia a passagem, pelo menos a ida. Bingo! Mamãe conseguiu e o assessor dele ficou de telefonar para ela para dizer para que dia eu ia querer a passagem. Isso foi hoje mais cedo. Combinamos que ela diria "dia 13 de dezembro".

O que acontece é que ontem eu me cadastrei na base aérea (adoro!) para um voo gratuito Rio x Fortaleza. Perguntei ao tenente se saíam muitos voos nessa rota e ele disse: "Mais ou menos". Voltei para casa pensando: "É, tentar não custa".

E agora, nesse exato momento, eu abri meu email e tinha uma mensagem do CAN dizendo que tem voo pra Fortaleza AMANHÃ!!!! :D

Já falei com Dudu e ele está vindo pro Rio me ver, antes que eu viaje (meu voo sai às 05 da matina!). Já falei com Ilca e não há problema se eu não for na empresa na semana que vem. Uf!

Então, é isso. Tô indo pra casa dentro de 10 minutos para arrumar a mochila! Uhu!! \o/

E depois? Ah, volto antes do dia 30, com certeza. E, se der tudo certo, Dudu e eu seguimos pra Floripa para o ano novo :) (planos, planos).

E a passagem cedida pelo deputado? Nem esquento! Ela vai se tornar minha passagem de volta! ;)

Vou aproveitar a maré de sorte e da próxima vez, vou me inscrever pra um voo Rio x Santiago, hahaha!

3 de dez de 2009

Poeminha/29.



- Minha mão na minha coxa.
- Então, eu não posso encostar?
- Não.
- Poxa...

TF* - 2007.

2 de dez de 2009

Poeminha/28.

Curtinho :)

Lua cheia...
Meu coração
Se incendeia!

TF* - 2004.

E uma notícia curtinha: hoje eu soube que um poema meu foi selecionado para um livro. Fiquei surpresa!

1 de dez de 2009

Tempo livre/01.

Nesse sábado, fui encontrar com Ilca e Suellen. Fomos bater perna no Saara. Eu tinha dito a elas que não me fizessem gastar nada, se não, teria que pagar com o corpo. Haha. Que pindaíba!

Enfim, fomos ao Saara, andamos pra caramba, eu fiquei louca com os enfeites de Natal (adoro) e acabei comprando alguns imãs para geladeira (também adoro). Pra variar, achei coisas - porque quando ando por aí, ou acho dinheiro ou acho coisas. Achei uma caneta (sim, funciona!) e outras bobagens.

Bom, Ilca e Suellen comentaram comigo sobre como estão as coisas na empresa e também sobre como está a nova funcionária, a Mariza (com Z mesmo).

Um resumo do que eu soube:
* Todos acham que ela tem a voz irritante;
* Tem déficit de atenção ou algo do tipo, pois pergunta a mesma coisa várias e várias vezes.
* Não possuía quase nenhum documento. CPF, RG, nem título. E isso, já há uns anos. Como será que ela votava??
* Não consegue realizar quase nenhuma tarefa sozinha.

Depois do que eu soube, fiquei pensando. Como estou com muuuuuito tempo livre, acabei formulando algumas teorias para o jeito da Mariza de ser e tudo mais.

A seguir, minha lista de teorias:

* Teoria 01: Mariza trabalhava com Logística, até que teve um caso com o chefe. Depois ele a deixou, ela surtou, tacou fogo na empresa, tentou esfaquear o ex-chefe e finalmente foi presa e condenada. No incêndio, os documentos dela foram queimados e, por isso, ela não tinha nada. Na prisão, Mariza aprendeu a ter esse tom de voz irritante. Foi a forma encontrada por ela (inconscientemente) para que as outras presas a deixassem em paz. Gentem, poderia ter arrumado uma faca, né? Mas essa voz, ninguém merece!! Graças a influência de seu ex-chefe, Mariza cumpriu vários anos de pena. Ninguém se sensibilizou com sua história. Após ser solta, Mariza se viu sem perspectivas, até que alguém comentou sobre uma empresa em Colégio, onde ela poderia trabalhar novamente com Logística. Daí, ela conseguiu o endereço e foi entrevistada por Bento, omitindo, claro, seu passado obscuro.

* Teoria 02: Mariza trabalhava com Logística, até que o trabalho excessivo a deixou muito estressada e ela acabou tendo uma crise nervosa. O quadro se agravou e Mariza ficou impossibilitada de trabalhar e até mesmo de falar sobre Logística. No ponto mais alto do surto, ela "doou" sua carteira a um morador de rua, com documentos e tudo, razão pelo qual não dispõe de RG, CPF e outras cositas más. Mariza foi internada num hospital psiquiátrico, mais precisamente no famoso Pinel, localizado em Botafogo, onde passou vários anos internada como indigente e quase sem contato com a realidade. Até que um médico revolucionário decidiu lhe dar alta e ainda a recomendou a várias empresas. O médico, que era conhecido de Bento, a indicou para ele como "uma profissional altamente qualificada". Quando Bento decidiu chamá-la para uma entrevista, as enfermeiras arranjaram roupas adequadas para ela e o médico sugeriu que ela dissesse que havia ficado tanto tempo fora do mercado de trabalho por conta de "questões estritamente pessoais e certos problemas familiares", mas que tudo estava resolvido. E foi o que ela fez.

* Teoria 03: Bento estava num bar situado nas imediações da Tijuca, quando uma mulher maltrapilha, fedorenta e descabelada apareceu lhe pedindo uma refeição. Bento teve um momento de piedade para com a mendiga e lhe pagou um jantar. A mulher sentou-se e começou a lhe contar que estava nessa situação porque havia trabalhado numa empresa que faliu e não pagou o que lhe devia. Cheia de dívidas e sem ninguém para ajudá-la, acabou na rua, onde perdeu todos os documentos (menos a certidão de casamento) e também a dignidade. Ao indagá-la sobre que empresa era essa, a mulher chamada Mariza, apenas comentou com Bento que era uma empresa de Logística de grande porte. "Ah, mas você já trabalhou com Logística?? Então, você precisa aparecer na empresa onde eu trabalho. Eu posso até arranjar um emprego lá pra você. Só preciso que você consiga boas roupas para a entrevista e dê um jeito de preparar um currículo". Então, Mariza viu renascer a esperança em sua vida. Bento lhe deu algum dinheiro para que fosse numa lan house e alguém preparasse um CV para ela. As roupas, Mariza conseguiu junto ao Exército da Salvação.

* Teoria 04: Igual a teoria 03, sendo que a verdade é que Mariza nunca trabalhou com Logística. Ela só conhecia o nome porque era como se chamava sua terceira irmã por parte de pai. Mariza foi parar na rua depois que seu marido a largou para fugir com uma stripper chilena chamada Mercedes. Ela entrou em depressão e não teve mais condições de trabalhar como locutora de supermercado. Depois que foi morar na rua, Mariza nunca mais teve a mesma voz - que se transformou de voz aveludada para voz irritante. Quando foi até a lan house, a mando de Bento, o atendente, bastante solidário, teve que inventar um currículo, baseado em informações confusas que ela forneceu. Ele inventou os nomes das empresas e pesquisou no Google para saber o que diabos era Logística.

* Teoria 05: Mariza foi criada por pais que eram artistas de circo. Quando jovem, se apaixonou pelo palhaço do tal circo e se casou com ele. Mas o palhaço a deixou depois que achou que ela não tinha talento para a vida artística. Ele a largou pela trapezista, que adorava segurar uma barra mais do que qualquer outra coisa. Mariza deixou o circo e guardou apenas a certidão de casamento como recordação de seu relacionamento - seus outros documentos, ela jogou fora, num acesso de raiva. Depois disso, ela teve uma vida errante, até que foi indicada ao Bento pelo vizinho do amigo da quinta ex-mulher dele, que inclusive, a ajudou a preparar um currículo falso - mas bem impressionante. Antes de ir para a Icsel, Mariza trabalhava como "a mulher que engole fogo" numa famosa boate de Copacabana - fato este que não faz jus a opinião de seu ex-marido de que não tinha talento para a vida artística.


Alguém detenha essa imaginação, hahaha.