28 de abr de 2009

1 + 1 ≠ 2.

Na Matemática, uma ciência exata, todos aprendem que 01 + 01 = 02 - Embora um dos meus professores tenha tentado me dar um nó na cabeça dizendo que essa não era a única resposta.

Mas a Matemática é uma coisa; a vida é outra.

Nos últimos 10 meses, tenho aprendido que numa relação 01 + 01 jamais resultam em 02. Isso não devia ser exatamente um problema, afinal qualquer relação que exista sempre envolverá mais que 02, ainda que de forma inconsciente ou coadjuvante. Mas nesse momento, a soma, no meu ponto de vista, acaba não só em 02, mas em algo maior. Algo que supera resultados numéricos, algo que envolve falta de paciência (eita palavrinha danada pra sumir em mim!), que envolve outras perspectivas e finalmente, outros planos.

Eu cogitei, pois cansei.
E admito que no momento, o que me parece melhor é que cada um siga seu rumo. Sem essa de argumentar que "nadou, nadou e morreu na praia" ou que "já estou aqui mesmo, então vou permanecer nessa situação".

Na na ni na.

Eu sempre achei o comodismo uma coisa muito grave e agora, justo agora, me surpreendo ao me deixar levar por ele. Mas a Taty que tateia a vida sempre estoura, mais dia, menos dia.

E aí, que nesse fds, é a hora. Hora de rever a relação, de rever alguns detalhes que muito têm me incomodado. E rever também se não ficamos melhor separados.

Veremos... Veremos.

15 de abr de 2009

Poeminha/1.

Poeminha inacabado sobre o café

Café é minha erva,
meu álcool,
meu pó.

Quando tomo café,
não me sinto mais só!

Vejo besouros e elefantes
girando ao meu redor.

Quando tomo café,
me sinto bem melhor!

16/11/2001.

13 de abr de 2009

Feriado.

O feriado começou antes do feriado.
Começou quando eu passei a pensar se iria mesmo subir a serra (e pelos meus motivos, talvez torpes, talvez sensatos, eu não queria).

Eu estava desanimada, pensando uma porção de detalhes, de (in)decisões. Conversei sobre com o Robão e ele me deu uma idéia, mas o que eu precisava mesmo era de um puxão de orelha, acho... (que me veio hoje, num e-mail de miss Kylvia).

Bom, mas voltando ao feriado. A vontade louca de sair por aí e ir parar na primeira estrada foi crescendo, mas como eu sabia que não rolava de viajar, procurei coisas para fazer aqui, afinal estou na Cidade Maravilhosa!!

Eu sempre digo: o imprevisto está ao virar a esquina.

Na quinta, a Angélica me telefonou. No Brasil desde o dia 03, ela ainda não tinha me encontrado:
- Taty, tô indo pro Rio. Vê um canto aí pra eu ficar.

Depois de tudo acertado, Dudu e eu fomos buscá-la na estação de metrô Pavuna na sexta-feira.
E aí, o feriado foi isso:

* Sexta: Lapa fervendo e nós no Boteko do Juca. Depois que o Boteko fechou, fomos pro bar vizinho. Depois que o bar vizinho fechou, fomos para o próximo. Lá, eu me converti em fã de carteirinha do Chiclete com banana. Pulei, dancei, gritei... Foi divertido :)

* Sábado: Praia de Ipanema, posto 09. Muito bom o sol de fim de tarde e a caminhada, com direito a frases escritas na areia. Pena que a praia estava suja pra caralho - pena também que as pessoas continuem sem consciência quanto a isso... O mar trouxe muita dessa sujeira de volta, pois teve ressaca e as ondas estavam brabas que só vendo... Uma hora, eu sentada na areia com Dudu e a Angélica voltando do mar (tinha ido molhar os pés), uma onda enorme se formando logo ali e eu comentei:
- Olha só aquela onda!...

Só tive tempo de fechar a boca e correr. A onda veio até onde estávamos!! Deu tempo pegar o vestido da Angélica e um par da chinela dela. O Dudu pegou a bolsa e o par de chinelos dele. Os meus? Foram levados pela água e resgatados minutos depois pelo malino, junto com o outro par da Angel, rs.

* Domingo: marcamos de ir ao Cristo. Depois de 3 (!) conduções, finalmente chegamos. O calor tava de lascar! E lá tava cheio, muito cheio MESMO! Eu já tava ficando zonza, até que decidimos ir embora. Bom, foi legal e pah, fui ao Cristo, uma das 07 maravilhas do mundo, pererê e talz... Mas... Confesso que prefiro a vista do Pão de Açúcar.

Depois de ter (finalmente) encontrado a ragazza (Angélica) fiquei pensando... Passamos 01 ano e pouco longe, mas nos comportamos como antes, quando estávamos juntas. Entretanto, ao longo dos dias, eu notei que ela não é mais a mesma. A mudança é evidente e grande, sai pelos poros. Eu também não sou mais a mesma. Ela não é a mesma que viajou comigo pra Viçosa e lá, tarde da noite, me ajudou a lavar minha jaqueta cheia de esterco (culpa do "moitel", improvisado atrás de uma igreja evangélica, hahaha). Eu não sou mais a mesma que pulou com ela o muro do Metrópole pra ver o show do Angra. Ela não é mais aquela que pegou carona na estrada comigo até Paracuru. Eu não sou mais aquela que pulou a janela do hall onde a gente estava, na calada da noite, só pra ir embora sem dar tchau pro esquema da noite. Mesmo com as diferenças, foi muito bom revê-la, saber que ela veio ao Rio (em grande parte por minha causa) e ter a certeza de que nossa amizade não se perdeu com o tempo. Hoje, inclusive, eu li um texto da net que me fez lembrar disso. Segue um trecho: "Muitos sabem que amigos de verdade conseguem ficar um tempão distantes, sem se ver, sem se falar e, ao se reencontrarem, é como se nunca tivessem se separado... Talvez as carcaças tenham ficado mais pesadas, os cabelos mais ralos e esbranquiçados, mas o brilho no olhar não se perde nunca e num piscar de olhos nos conduz direto à alma, ao essencial que tudo conhece".

O feriado foi deveras legal. Agora, vamo que vamo... pra mais uma semana na labuta ;)

2 de abr de 2009

Livros.

Eu não sou louca por sapatos, nem por maquiagem, nem por produtos de beleza e tampouco por roupas.

Mas existe algo que sempre me faz gastar dinheiro: livros.

Ontem mesmo não consegui resistir.

O Marc (chefe) me deu carona até Copacabana. Poxa, eu estava sozinha, sem pressa pra voltar pra Lapa, então decidi fazer uma visita a um sebo bem bacana do bairro, que eu costumava freqüentar, o Baratos da Ribeiro (uma brincadeira com o nome da rua onde ele se encontra, a Barata Ribeiro).

Já entrei pensando: "Só vou levar panfletos e dar uma olhada". Mas de cara na seção 03 por 10, encontrei 02 livros que eram sonho de consumo: "Um dia daqueles", do Bradley Trevor Greive e "A arte e a ciência de roubar galinha", do João Ubaldo Ribeiro. Peguei mais um que me pareceu interessante: "Como enlouquecer em 10 lições", de Letícia Dornelles.
Tá, eram só esses. Mas aí eu fui atender o telefone perto da seção "literatura da América Latina" e vi um Mario Vargas Llosa me piscando. Era ele... Era "TIA JULIA E O ESCREVINHADOR"!!! PERFEITO! E pela bagatela de R$ 7,00. Não resisti: levei todos.

Agora, com 17 paus a menos no bolso - um pouco mais que uma passagem de ida para Petrópolis, hehe - pretendo não passar perto de um sebo tão cedo (e isso inclui Seu Inácio, que tem seu sebo ao ar livre ali perto da Cinelândia). Até porque... terei muito o que ler antes de comprar mais livros. =)

1 de abr de 2009

Dia da mentira.

Hoje, como todos sabem, é Dia da mentira.
De repente, eu tive uma breve folga aqui na labuta e fiquei subitamente curiosa sobre a origem do Dia da mentira.
Daí, o santo Google veio em meu socorro:

"Há muitas explicações para o 1º de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente." (Fonte: Wikipédia).

Essa eu vou contar pro Jards (Pierre). Como bom francês, ele precisa saber que o Dia da mentira surgiu na França, haha.

Depois, dando mais uma fuçada, achei uma matéria deveras interessante no Yahoo!.
Yahoo!

Realmente seria legal se tudo isso fosse verdade.

E hoje, sem mentira, é aníver da minha mãe. Ê, minha véia, que me atura tanto... Apesar de todas as brigas que já tivemos, sei que posso sempre contar com ela, seja pra me "emprestar" dinheiro, seja pra me encher de mimos, seja pra cozinhar aquele bom e velho creme de galinha que eu tanto gosto.

Parabéns pra minha vecchia!