31 de dez de 2009

Fim de ano/02.

Ontem, Dudu e eu pesquisamos na Internet sobre as festas de ano novo aqui em SC, incluindo, claro, a que nos interessava que era a de Floripa. Conclusão: vimos que nenhuma banda conhecida iria tocar e, na dúvida se seria algo legal e também por conta do medo do mau tempo, preferimos ficar em Navegantes. A essa altura, também ficaria difícil mudar de ideia e decidir ir para Curitiba ou para praia lá no Paraná, que fica perto da Ilha do Mel (recebemos convites para ambos).

E ontem eu disse ao Dudu:
- Agora que não vamos mais para Floripa, eu preciso enumerar vantagens da gente ficar aqui, se não, vou ficar frustrada.
E comecei:
- 01. Gastaremos menos e o desgaste será menor... Afinal, depois da queima de fogos, a gente volta a pé para casa; aliás, a gente tem onde dormir!
02. Não deixaremos o Júlio sozinho... (Júlio é um amigo do Dudu que também dispensou os convites que recebeu e disse que ia ficar aqui e descansar e lavar roupa. Eu achei ele meio doido e fiquei com dó quando o Dudu disse: "Ele vai ficar aqui sozinho, pois nem pra Floripa com a gente ele quer ir!! Diz ele que é porque está sem dinheiro... Sei lá").
03. Não corremos o risco de ficar na rua, debaixo de chuva, e ainda por cima escutando bandas de merda tocando músicas de merda...

E eu vi na tv que o tempo no Rio tá fodinha (chuva, chuva e chuva...), mas olha só: vai ter Lulu Santos! Só sei dele, mas provavelmente terão outras atrações ;) Eu brinquei com Dudu dizendo:
- Não sei que diabo que deu em mim que vim passar o ano novo aqui! Eu quero voltar pro Rio e ver o Lulu! Buáááá!!

Bom, isso tudo foi ontem.

Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou.

Quer dizer, isso é amanhã, 2010, hehe. O que eu queria mesmo era uma forma de começar a falar sobre HOJE.

Vamos lá!
Dudu e eu acordamos cedo e fomos fazer compras - material para preparar almoço e jantar de hoje e talvez dos próximos dias. (os rapazes só voltarão na noite de segunda, dia 04 e voltarão a trabalhar na terça).

O supermercado estava LO-TA-DO! Todos esbarravam em todos. Eu já odeio fazer compras... Dá pra imaginar minha disposição quando vi aquele batalhão...

Na saída do supermercado, nós cheios de sacolas e aí... Começou a chover! Voltamos debaixo da chuva grossa e o Dudu ainda ficou cantando. Eu não parava de dizer: "Cala a boca!". Nós ríamos e ele recomeçava a cantoria. Depois, já em casa, ele comentou com o Júlio que veio cantando para "me alegrar". Eu disse:
- Júlio, o Dudu não sabe dançar, não sabe cantar, mas sabe cozinhar. Ufa!

Ah, a nossa chegada... Chegamos ensopados, óbvio, e o Júlio estava na varanda. Ele riu de nós e eu disse:
- Júlio, você está rindo de nós! Eu vou te comer de porrada!

Lógico que era brincadeira. Eu sou cearense, mas sei do meu potencial físico, haha.

Em seguida, Júlio e Dudu foram a mercearia que fica na parte de baixo de onde estamos alojados. Foram comprar cerveja e mais carne. Eu fui tirar a água da área na parte de trás da casa, onde fica a churrasqueira. Tem uma escada lá, que é por onde temos acesso a casa (que tá mais pra apartamento).

Aí, as roupas estavam no varal. E o rapaz da casa que fica atrás me chamou (eu sei, é meio confuso, né? Mas é isso mesmo: mercearia na frente, nossa casa em cima e outra casa atrás). Algumas meias tinham caído. Nem eram minhas, mas eu ia descer pra pegar e aí... Aí, eu caí da escada. Gentem, não na verdade eu não caí. Eu rolei, eu desabei!!... Fui descendo de bunda mais ou menos do quarto degrau até o último. E meu grito durou do começo ao final da queda. Parecia coisa de filme. O rapaz gritou:
- Moçaaaaa! Meu Deus!!

Quando cheguei lá embaixo, ele pegou minhas mãos e disse:
- Tudo bem?
E veio um senhor, dessa mesma casa, e disse:
- Não mexe nela! Moça, você bateu a coluna? Bateu as costas na queda?

Eu disse que não, só a bunda. E aí chegou o Dudu e me ajudou a levantar e já na casa ficou brigando comigo por uns 10 minutos, dizendo que eu devia ter cuidado, que não precisava pegar as meias que não eram nossas, dane-se de que eram as meias!, que eu poderia ter quebrado alguma coisa e aí, era ir pro hospital e acabou o ano novo, que poderia ter quebrado até o pescoço, como eu fiz aquilo, que eu queria matá-lo do coração... Ai, que drama. Ele só podia ser leonino mesmo...

O resultado dessa queda é que estou com as pernas CHEIAS de hematomas e minha bunda está doendo. No caminho para a lan house, eu vim pensando em como ia sentar, mas consegui me ajeitar e não estou sentindo dor. Talvez o vício do mundo virtual tenha me dopado... rsrs.

E é isso. Agora, para fechar o último dia do ano com chave de ouro, só precisamos que o temporal recomece, ninguém saia de casa e a queima de fogos seja cancelada... Haha.

Feliz ano novo!
\o/

29 de dez de 2009

Escritos/03.

Futuro.

- Sinto que tenho as chaves nas mãos, mas não sei qual porta devo abrir!
- Se você mesma falou que há mais de uma chave, então pode abrir mais de uma porta. Só abra. Vá naquela que lhe parecer mais atraente e veja o que há por trás dela. Se não ficar satisfeita, nós não garantimos a devolução do seu tempo, mas você pode ter certeza de que poderá abrir outras portas. Tanto faz se você quiser mais variedade ou se estiver simplesmente curiosa, você tem as chaves nas mãos e pode abrir quantas portas desejar.

TF* - dez/2009.

26 de dez de 2009

Fim de ano/01.

Meu Natal foi bem calmo. Eu não deixei de me lembrar dos natais anteriores, passados quase sempre na casa da Kylvia e me vieram à mente todas as coisas gostosas e temperadas que o pai dela cozinhava... E também não pude deixar de lembrar do Natal de 2004, onde Hil, Angélica, Jr, eu e outros convivas nos entregamos a fartas libações alcoólicas (adoro essa expressão).

Este foi assim:
Dudu e eu íamos para a casa dos pais da Suellen, que veio para passar a data com eles em Florianópolis. Na noite do dia 23, Su mandou uma mensagem dizendo que todos iriam para a casa dos sogros da irmã dela. Eu pensei: "Fiquei sem ceia".

Eu pareço uma escrota, sei, sei. Mas não tenho culpa em admitir: Natal pra mim é comilança. Não ligo muito pra data, embora goste de estar em festas onde sei que a fartura gastronômica estará presente.

Pois bem. Diante disso, Dudu falou que cozinharia. Estávamos eu, ele e mais 04 homens na casa que eles alugaram aqui em Navegantes (SC). Logo pela manhã, ele perguntou se eu estava triste e eu não resisti em fazer um dos meus comentários:
- Que nada! Sempre foi o sonho de toda uma vida passar o Natal cercada somente por homens!

Que bom que o Dudu é compreensivo o bastante para saber que já passei da fase mundana, mas que continuo adorando falar frases desse tipo.

Ele fez vinagrete, salpicão, arroz e ajudou a cozinhar as carnes para o churrasco. Eu me limitei a cortar as verduras e fazer a sobremesa. Ter marido que cozinha é muuuuito bom! Me poupa do esforço que é cozinhar, haha.

No dia seguinte, quando a carne estava quase acabando, alguém sugeriu que o Ulisses saísse para tentar encontrar um lugar aberto que vendesse carne.

Eu olhei para o Dudu e disse:
- Se a carne acabar, podemos cozinhar tua barriga.

Mais uma vez, ele foi compreensivo e riu. Ah, ele sabe que eu gosto da barriguinha de chopp. Os amigos dele, por sua vez, riram e riram.

Olhei pra ele, compadecida:
- Prometo que não faço mais piadinhas na frente deles, tá?

O Rafael se manifestou prontamente:
- Ah, não! Se você não falar mais, vou perder a chance de rir!...

No final, a carne acabou, mas correu tudo bem no Natal de 2009.
E, a título de informação: a barriga do Dudu continua no lugar ;)

22 de dez de 2009

Promessas de ano novo/02.

Em 2010, prometo a mim mesma estudar mais.
Esse ano, fui uma negação nesse aspecto.

Não voltei para a faculdade e só fiz um curso - que durou um fim de semana apenas. Foi bacana, entretanto gostaria de ter feito mais. Faltou grana, tempo.

Tentei estudar espanhol e francês, mas sem internet em casa para tirar dúvidas, as coisas não saíram exatamente como eu esperava. Shit happens... ¬¬

E quanto à faculdade... Eu não sei se pelo tempo que já passou desde que entrei no Jornalismo, mas não sinto aqueeeela vontade de terminar o curso. Quer dizer, voltar eu posso voltar um dia, mas não sei se será nesse ano.

Em 2010, é mais do que uma promessa: é uma questão de honra estudar mais.

Aprender o que quer que seja é sempre bom em qualquer época da vida :)

17 de dez de 2009

Promessas de ano novo/01.

Em 2010, eu prometo escrever mais - não só nesse blog.
Em 2010, pretendo participar de mais concursos literários. Enviar textos para editoras. Seguir aquilo que me dá tesão.
A caneta é minha velha conhecida. Aprendi a escrever aos 05 anos e desde então, não parei mais. Entretanto, mostrar os textos só no blog e para algumas pessoas é uma coisa. Escrever profissionalmente é outra, que demanda tempo e paciência.
Então, para o ano que se aproxima, eu prometo também arrancar de mim mesma esse dois itens.
E escrever, escrever, escrever. Pois para isso fui plantada - na mesma proporção que ver o mundo e colher histórias, imagens e pessoas.

15 de dez de 2009

A felicidade está no ar!!/02.

Bom, meu final de ano virou do avesso, mas ainda assim, estou contente, pelo menos em relação às festas, ha-ha. Já no que diz respeito a dinheiro: "Mel Dels", nunca passei um fim de ano tão lisa como esse! A empresa não me pagou. Amanhã, vou colocá-los na Justiça.

Meu malino foi para Navegantes (Santa Catarina), onde arranjou trabalho.

E eu? Fiquei no Rio, mas só por enquanto.

Minha viagem pra Fortaleza babou totalmente.
A passagem com o deputado não saiu e o voo da base aérea foi cancelado. Detalhe: o voo me fez perder uma noite de sono e 38 paus de táxi, mas tô de boa. Fiquei p., mas quando a base cancela dizendo "a aeronave está com problemas", o que você pode fazer? Ir lá consertar não rolava... hehe.

Então, agora o plano é passar o Natal em Floripa, com Dudu, na casa da Suka :)
E ano novo? Sei lá. Em algum lugar de Santa Catarina. Como eu vou? Sei lá. Aposto uma ficha na carona ;) Se não, vou de bus mesmo.

E em janeiro: Curitiba (casamento da Su, obaaaa!) e, talvez, mas bem talvez mesmo, dê pra dar um pulo em Fortal para matar as saudades das pessoas que me fazem falta.

11 de dez de 2009

Poeminha/32.

Esse é bem bobinho e até antigo :)

Meu amor

Meu amor não quis a flor
Nem por isso senti dor
Meu amor me abandonou
Pois sua afeição acabou
Do fervor dantes vivido
Agora nada restou
Seu coração congelou
Sua boca se amargou
Nem entendi bem porque
Meu amor se exasperou!
Nosso caso terminou
Mas sinceramente, meu amor
Isso pouco me importou
Pois da angústia já cansei
E a paixão já nem sei
Se no meu âmago perdurou!


TF* - Abril/2002.

10 de dez de 2009

Poeminha/31.

Eu sou merci
Eu sou ça va
Rock e salsa
Aiatolá
Eu sou o dia
Noite também
Sou caracol
A mais de cem
Sou Brasil
Sou Inglaterra
Turquia, Chile
Sou da terra!
Amo meu sangue
E minha pada
Minhas chaves
E a estrada
Eu sou rien
Je suis le monde
No horizonte
Sol que se esconde.


TF* - 15/05/2009

Esse não tem título, mas tem embutido um texto do Eduardo Galeano. Meu sangue, minha pada e minhas chaves estão comigo sempre, ainda que em pensamento.

O texto do Galeano faz parte de um dos meus livros de cabeceira, "O livro dos abraços". Eu consegui encontrá-lo no blog Jambolele :)

7 de dez de 2009

Poeminha/30.

Ai, segunda!
E eu aqui...
Cara de bunda!

TF* - abril/2009.

4 de dez de 2009

A felicidade está no ar!!/01

Como diz uma propaganda da Band News: "em 20 minutos, tudo pode mudar".

E comigo volta e meia é assim.

O plano era ir pra Fortaleza e ficar até o Natal. Mas, sem dinheiro, parecia que a coisa não ia rolar. Até que...

Até que eu comentei com minha mãe e ela ficou feliz por eu querer visitar a terrinha, mas a merda é que eu não tinha dinheiro para comprar a passagem. Então, ela foi falar com um deputado que ela conhece, para ver se ele me cederia a passagem, pelo menos a ida. Bingo! Mamãe conseguiu e o assessor dele ficou de telefonar para ela para dizer para que dia eu ia querer a passagem. Isso foi hoje mais cedo. Combinamos que ela diria "dia 13 de dezembro".

O que acontece é que ontem eu me cadastrei na base aérea (adoro!) para um voo gratuito Rio x Fortaleza. Perguntei ao tenente se saíam muitos voos nessa rota e ele disse: "Mais ou menos". Voltei para casa pensando: "É, tentar não custa".

E agora, nesse exato momento, eu abri meu email e tinha uma mensagem do CAN dizendo que tem voo pra Fortaleza AMANHÃ!!!! :D

Já falei com Dudu e ele está vindo pro Rio me ver, antes que eu viaje (meu voo sai às 05 da matina!). Já falei com Ilca e não há problema se eu não for na empresa na semana que vem. Uf!

Então, é isso. Tô indo pra casa dentro de 10 minutos para arrumar a mochila! Uhu!! \o/

E depois? Ah, volto antes do dia 30, com certeza. E, se der tudo certo, Dudu e eu seguimos pra Floripa para o ano novo :) (planos, planos).

E a passagem cedida pelo deputado? Nem esquento! Ela vai se tornar minha passagem de volta! ;)

Vou aproveitar a maré de sorte e da próxima vez, vou me inscrever pra um voo Rio x Santiago, hahaha!

3 de dez de 2009

Poeminha/29.



- Minha mão na minha coxa.
- Então, eu não posso encostar?
- Não.
- Poxa...

TF* - 2007.

2 de dez de 2009

Poeminha/28.

Curtinho :)

Lua cheia...
Meu coração
Se incendeia!

TF* - 2004.

E uma notícia curtinha: hoje eu soube que um poema meu foi selecionado para um livro. Fiquei surpresa!

1 de dez de 2009

Tempo livre/01.

Nesse sábado, fui encontrar com Ilca e Suellen. Fomos bater perna no Saara. Eu tinha dito a elas que não me fizessem gastar nada, se não, teria que pagar com o corpo. Haha. Que pindaíba!

Enfim, fomos ao Saara, andamos pra caramba, eu fiquei louca com os enfeites de Natal (adoro) e acabei comprando alguns imãs para geladeira (também adoro). Pra variar, achei coisas - porque quando ando por aí, ou acho dinheiro ou acho coisas. Achei uma caneta (sim, funciona!) e outras bobagens.

Bom, Ilca e Suellen comentaram comigo sobre como estão as coisas na empresa e também sobre como está a nova funcionária, a Mariza (com Z mesmo).

Um resumo do que eu soube:
* Todos acham que ela tem a voz irritante;
* Tem déficit de atenção ou algo do tipo, pois pergunta a mesma coisa várias e várias vezes.
* Não possuía quase nenhum documento. CPF, RG, nem título. E isso, já há uns anos. Como será que ela votava??
* Não consegue realizar quase nenhuma tarefa sozinha.

Depois do que eu soube, fiquei pensando. Como estou com muuuuuito tempo livre, acabei formulando algumas teorias para o jeito da Mariza de ser e tudo mais.

A seguir, minha lista de teorias:

* Teoria 01: Mariza trabalhava com Logística, até que teve um caso com o chefe. Depois ele a deixou, ela surtou, tacou fogo na empresa, tentou esfaquear o ex-chefe e finalmente foi presa e condenada. No incêndio, os documentos dela foram queimados e, por isso, ela não tinha nada. Na prisão, Mariza aprendeu a ter esse tom de voz irritante. Foi a forma encontrada por ela (inconscientemente) para que as outras presas a deixassem em paz. Gentem, poderia ter arrumado uma faca, né? Mas essa voz, ninguém merece!! Graças a influência de seu ex-chefe, Mariza cumpriu vários anos de pena. Ninguém se sensibilizou com sua história. Após ser solta, Mariza se viu sem perspectivas, até que alguém comentou sobre uma empresa em Colégio, onde ela poderia trabalhar novamente com Logística. Daí, ela conseguiu o endereço e foi entrevistada por Bento, omitindo, claro, seu passado obscuro.

* Teoria 02: Mariza trabalhava com Logística, até que o trabalho excessivo a deixou muito estressada e ela acabou tendo uma crise nervosa. O quadro se agravou e Mariza ficou impossibilitada de trabalhar e até mesmo de falar sobre Logística. No ponto mais alto do surto, ela "doou" sua carteira a um morador de rua, com documentos e tudo, razão pelo qual não dispõe de RG, CPF e outras cositas más. Mariza foi internada num hospital psiquiátrico, mais precisamente no famoso Pinel, localizado em Botafogo, onde passou vários anos internada como indigente e quase sem contato com a realidade. Até que um médico revolucionário decidiu lhe dar alta e ainda a recomendou a várias empresas. O médico, que era conhecido de Bento, a indicou para ele como "uma profissional altamente qualificada". Quando Bento decidiu chamá-la para uma entrevista, as enfermeiras arranjaram roupas adequadas para ela e o médico sugeriu que ela dissesse que havia ficado tanto tempo fora do mercado de trabalho por conta de "questões estritamente pessoais e certos problemas familiares", mas que tudo estava resolvido. E foi o que ela fez.

* Teoria 03: Bento estava num bar situado nas imediações da Tijuca, quando uma mulher maltrapilha, fedorenta e descabelada apareceu lhe pedindo uma refeição. Bento teve um momento de piedade para com a mendiga e lhe pagou um jantar. A mulher sentou-se e começou a lhe contar que estava nessa situação porque havia trabalhado numa empresa que faliu e não pagou o que lhe devia. Cheia de dívidas e sem ninguém para ajudá-la, acabou na rua, onde perdeu todos os documentos (menos a certidão de casamento) e também a dignidade. Ao indagá-la sobre que empresa era essa, a mulher chamada Mariza, apenas comentou com Bento que era uma empresa de Logística de grande porte. "Ah, mas você já trabalhou com Logística?? Então, você precisa aparecer na empresa onde eu trabalho. Eu posso até arranjar um emprego lá pra você. Só preciso que você consiga boas roupas para a entrevista e dê um jeito de preparar um currículo". Então, Mariza viu renascer a esperança em sua vida. Bento lhe deu algum dinheiro para que fosse numa lan house e alguém preparasse um CV para ela. As roupas, Mariza conseguiu junto ao Exército da Salvação.

* Teoria 04: Igual a teoria 03, sendo que a verdade é que Mariza nunca trabalhou com Logística. Ela só conhecia o nome porque era como se chamava sua terceira irmã por parte de pai. Mariza foi parar na rua depois que seu marido a largou para fugir com uma stripper chilena chamada Mercedes. Ela entrou em depressão e não teve mais condições de trabalhar como locutora de supermercado. Depois que foi morar na rua, Mariza nunca mais teve a mesma voz - que se transformou de voz aveludada para voz irritante. Quando foi até a lan house, a mando de Bento, o atendente, bastante solidário, teve que inventar um currículo, baseado em informações confusas que ela forneceu. Ele inventou os nomes das empresas e pesquisou no Google para saber o que diabos era Logística.

* Teoria 05: Mariza foi criada por pais que eram artistas de circo. Quando jovem, se apaixonou pelo palhaço do tal circo e se casou com ele. Mas o palhaço a deixou depois que achou que ela não tinha talento para a vida artística. Ele a largou pela trapezista, que adorava segurar uma barra mais do que qualquer outra coisa. Mariza deixou o circo e guardou apenas a certidão de casamento como recordação de seu relacionamento - seus outros documentos, ela jogou fora, num acesso de raiva. Depois disso, ela teve uma vida errante, até que foi indicada ao Bento pelo vizinho do amigo da quinta ex-mulher dele, que inclusive, a ajudou a preparar um currículo falso - mas bem impressionante. Antes de ir para a Icsel, Mariza trabalhava como "a mulher que engole fogo" numa famosa boate de Copacabana - fato este que não faz jus a opinião de seu ex-marido de que não tinha talento para a vida artística.


Alguém detenha essa imaginação, hahaha.

19 de nov de 2009

Poeminha/27.

Só você me faz perder
A rota do meu coração
Mares nunca dantes navegados
Esses de amor bravio
Conto estrelas ao seu lado
Não me preocupo com o caminho
Para meu navio ancorado
Pensei que não havia jeito
E agora a todo vapor
Ele vive dentro do meu peito.

Novembro/2006.

18 de nov de 2009

Poeminha/26.

De porto em porto
Sem cessar
Eu procuro meu lugar

De vez em quando
Por cansar
Até penso em ancorar

De canto em canto
Meu penar
Se estende com pesar

De porto em porto
Eu vou sem par
À procura de um lar.


TF* - Março/2006.

10 de nov de 2009

Poeminha/25.

Anseio ver teus lábios dizendo meu nome
Provar teu gosto de homem
Numa farra maliciosa de sentidos
Fazer poses só pra ouvir tua voz
Ao pé do meu ouvido
E ver teu rosto esculpido em forma de prazer,
Querer mais!
Sequer sei qual é teu cheiro
E isso me tira a paz.


TF* - 2003.

9 de nov de 2009

Mudanças/3.

Foram 07 meses e alguns dias de risos, crises de raiva e conversas divertidas e hoje eu (finalmente!) fui demitida.
Juro que não fiquei triste. Quando a Ilca me chamou para assinar o aviso prévio (que será cumprido em casa, uf!), ela estava com cara de enterro, eu estava sorridente - e fiquei mais ainda depois que ela disse que ia me demitir.
Claro que Suellen, Ilca, Viviane, Leandro e todos os outros farão falta. Claro que eu vou sentir falta de conversar com Suellen no Yahoo messenger ou de fazer a Ilca rir com minhas histórias loucas. Mas... fazer o que?

Nessa tarde, recebi um telefonema me convidando para uma entrevista amanhã em outra empresa. O salário é o mesmo, mas com a vantagem dos benefícios (adicional noturno, plano de saúde e convênios com faculdades). Vamos ver no que dá.

Uma observação: bom que me demitiram nessa época de final de ano. É um ótimo período para procurar empregos na área de Turismo, hehe.
É isso. Mais uma mudança... Vamo que vamo!

6 de nov de 2009

Quase moribunda.

Vou resumir os últimos dias, afinal estou num cyber e tenho pouco tempo disponível.

Nessa semana, eu peguei conjuntivite e gripe - ao mesmo tempo!

Tudo começou na terça, dia 03, quando eu estava no trabalho, falando com nosso futuro funcionário, o Bruno. Eu notei que meu olho direito estava com uma secreção (leia-se remela gigante!) e limpei. Depois de 02 minutos, senti o olho sujo outra vez, limpei e comentei com o Bruno:
- Acho que estou com conjuntivite!
Ele riu, mas eu disse que era sério. E depois suspirei:
- Estou com conjuntivite! Oba! Vou passar uns dias em casa! \o/

Gentem, que apelação... Vontade de ficar em casa a qualquer custo!! Haha.

Saí do trabalho e meu olho ficou pior e pior. Daí, quando eu cheguei em casa, o Dudu já tinha comprado soro e eu fiquei limpando o olho com a substância. Depois, Dudu fez um tapa olho pra mim com algodão e fita crepe e eu fiquei parecendo um projeto de pirata caolho. Por fim, eu dormi, cheia de dores inexplicáveis pelo corpo todo. Quer dizer, dormir é apelido, pois eu acordei no meio da noite e assim fiquei, por umas 03 horas. Depois: dormi, acordei, dormi, acordei... E aí, já era manhã, decidi que não ia tentar adormecer novamente. Que bosta de noite! Pior que não ter dormido bem foi notar que a conjuntivite tinha passado para o olho esquerdo! Cegueira!! AHHHH!

A quarta (dia 04) foi isso: fui ao posto médico no Catete (bairro vizinho) para conseguir atestado - sem consultas; fui a Botafogo - sem oftalmologista; fui ao Hospital Sousa Aguiar, perto da Central do Brasil - depois de 1h e meia, consegui a consulta e um atestado. Gentem, odeio não ter plano de saúde, odeio hospitais, odeio estar doente, mesmo que isso me garanta folga no trampo. Cheguei em casa com as mesmas dores da noite anterior. Aliás, as dores duraram o dia todo. Só tarde da noite é que falei para o Dudu:
- Será que é febre?
Ele perguntou se eu estava com frio. Eu não estava. Mas afirmei que poderia ser uma espécie nova de febre, uma febre interna. A essa altura, acho que eu já estava delirando... Ele veio com o termômetro e... Bingo! Era febre de 38°. Tomei um remedinho, melhorei e não morri (mas quase!!).

Mais um dia - quinta (dia 05): os olhos melhoraram, então eu saí (com óculos escuros, que depois acabei tirando), fiz as compras do mês (odeio!!) com Dudu, cheia de cansaço (sei lá do que, pois tinha ficado o dia todo em casa ha-ha). Mais tarde, a Ilca (do departamento pessoal) me ligou para saber se eu estava viva e respondi:
- Estou viva e reino (citei meu caro amigo Hil).

E viva continuo e até vim hoje no cyber, checar meus e-mails e tudo mais, pois eu não vivo sem internet, hehe. E essa é a história da minha vida. --> Até agora.

.

28 de out de 2009

Caronas/3.

Foi mais ou menos assim: a Angélica chegou na minha antiga casa, de mochilinha nas costas e tudo, e me chamou para viajar para Paracuru (terra natal dela). Eu falei que não poderia ir, por pura falta de dinheiro, mas ela não se deu por vencida: "Arranja o dinheiro para ir e voltar, que o resto das coisas nós temos lá". E tínhamos mesmo. Desde criança eu vou para Paracuru e desde criança fico na casa da tia dela. No problems ;)
Fiquei logo com uma louca vontade de ir e acontece também que odeio recusar convites para viajar. Então, pensei em outra forma de chegar até a cidade - porque não queria pedir o dinheiro de ida e volta para minha mãe.
- Angélica, já te contei do paraibano que conheci que pegou carona pra chegar em Fortaleza saindo de João Pessoa?
- Já.
- Então... Podemos fazer a mesma coisa, cara! Topa?

Depois de convencê-la de que essa seria uma boa altenativa (meu Deus, foi tão fácil!), Breno e Deb apareceram para me visitar, assim de surpresa mesmo. Contamos nossos planos mirabolantes a eles e eu aproveitei para perguntar ao Breno se ele sabia um "bom ponto" para que pudéssemos pedir carona.
Ele nos indicou o lugar - um posto no meio da estrada entre Fortaleza e Caucaia. Então, mochilas arrumadas... Paracuru nos aguardava!

No dia seguinte, tomamos um ônibus até o local que o Breno havia indicado, encontramos o posto e foi próximo a ele que paramos com nossas bolsas.

Me lembro bem: eu estava de cócoras, pegando alguma coisa na mochila. Devia ser o spray de pimenta. Anyway, eu estava com as mãos ocupadas e alguns carros estavam vindo, então a Angélica não perdeu tempo e esticou o polegar. E na primeira esticada, um carro parou.

Era um homem de aproximadamente 45 anos, que estava sozinho.
- Para onde vocês vão?

Nos entreolhamos, pois nós é que devíamos perguntar aonde ele ia. E perguntamos:
- Para onde você vai?

Ele insistiu:
- Me digam para onde vocês vão.
- Paracuru.
- Então, entrem aí que eu levo vocês.


O nome dele era João. Conversamos durante todo o trajeto. Ele contou que costumava dar carona e, inclusive, já tinha arranjado algumas "namoradas" assim. Contou que morava em Icaraí (praia de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza) e tinha um filho adolescente que gostava de surfar. Contou que estava mesmo com vontade de ir à Paracuru, "quanto tempo não apareço lá!", e claro, se insinuou para nós, mas nada que nos fizesse saltar do carro em movimento. Ha-ha.

Já em Paracuru, ele nos levou à praia, onde, à convite dele, comemos caranguejo, bebemos cerveja e assistimos ao pôr do sol. E depois, nos deixou no local combinado. João nos convidou para ficar em Icaraí, na casa dele. Disse que poderíamos ir no dia seguinte. Ao se despedir, falou:
- Não esqueçam: se mudarem de ideia, podem me telefonar. Venho aqui buscar vocês.

Seguimos para a casa da Zuleide (tia da Angélica) prometendo que nossa próxima carona seria de Fortaleza para Recife, o que nunca aconteceu, pois 02 meses após essa aventura, a Angélica se mudou para a Suíça.

A Zuleide não soube exatamente como chegamos, mas creio que adivinhou. Ela se apiedou de nós e nos deu dinheiro, para ter certeza que voltaríamos de ônibus.

E no mais, só posso dizer que aquele feriado de junho de 2007 foi muito bom e que nunca mais vimos o João. Não mudamos de ideia.

27 de out de 2009

Caronas/2.

Era carnaval e, para variar, nós não tínhamos muito dinheiro. Para preencher uma tarde, saímos sem rumo.

Éramos Fabrício e Taty ou apenas mais dois jovens andando na beira de uma estrada.

E andamos, andamos, andamos.

No caminho, pulamos o muro de uma fazenda só para ver como ela era por dentro, eu comi goiaba verde e achamos uma outra fazenda com lhamas. Gentem, uma fazenda com lhamas no interior do Ceará não é coisa comum - ainda que o dono seja um ricaço. Ficamos impressionados, eu queria brincar com os bichinhos, mas se me lembro bem o Fabrício achou que eles poderiam comer a minha mão. Tiramos fotos deles e fotos nossas na estrada. E aí, decidimos voltar.

Então, a preguiça apareceu. E surgiu a ideia de pedir carona no bom estilo "polegar esticado".

O primeiro carro passou direto. E o segundo. E também o terceiro. Mas aí, depois de mais algumas tentativas, um carro parou.

Era uma caminhonete e o motorista logo perguntou:
- Estão voltando para Guaramiranga?

Estávamos. Era essa cidade que nos abrigava naquele feriado de 2007.

Na volta, tudo calmo... Fim de tarde, o vento batendo na nossa cara e as pessoas na caminhonete conversando. Em 15 minutos descemos, agradecemos e eu comentei com Fabrício que achava que esticar o polegar só dava certo nos filmes (agora sei que não!) e que aquela tinha sido, enfim, a minha primeira carona com um desconhecido.

23 de out de 2009

Poeminha/24.

Escrevinhadores não vivem de flores
Mas garantem dar asas às palavras
Torná-las mágicas como uma paixão,
Como uma manhã de primavera ou uma noite de verão
Escrevinhadores, meus senhores,
Mexem com as emoções!
Atiram carne aos leões!
São peões da linda arte que é escrever
Escrevinhadores descrevem alegrias e dores
Enchem o mundo de cores
Num simples ato de criar frases e amores.


TF* - agosto/2005 (Escrito enquanto eu lia pela primeira vez o maravilhoso "Tia Julia e o escrevinhador").

21 de out de 2009

Caronas/1.

Foi assim: eu tinha 13 anos e estava hospedada com minha mãe na casa de uma amiga de classe, a Fabíola. Os pais da Fabíola moravam numa cidade serrana do Ceará, chamada Aratuba.

Numa noite, tivemos que nos locomover até uma localidade, creio que na zona urbana - a casa da Fabíola ficava na zona rural. Pegamos carona com um motorista conhecido, num caminhão cuja caçamba estava cheia de gente.

Era uma muvuca só. Gente falando, rindo, em pé ou sentados, e todos indo de um lado para o outro a cada curva. Eu me lembro bem que naquela noite o céu se mostrou mais limpo e estrelado que nunca. E na confusão de vozes que se fazia ali, eu estava quietinha, olhando para o céu e imaginando que poderia viver para sempre andando numa boléia de caminhão.

20 de out de 2009

Dia do poeta!

"Como todo mundo tem mais o que fazer, os poetas tornam-se incômodos". (Rubem Braga em Odabeb).

Poizé! Hoje, para que não sabe, é dia do poeta!

Mais cedo, Dudu estava na minha sala e comentei sobre a data com ele. Sorridente, me estendeu a mão e disse:
- Parabéns.

Esbocei um tímido “obrigada” e depois fiquei pensando nesses versinhos que eu faço aqui e acolá e se poderia ser chamada de poeta por isso. Bom, de qualquer forma, foi gostoso ser parabenizada, hehe.

Por falar em versinhos, vou republicar aqui uns versinhos que encontrei em meu antigo (e escondido) blog e que escrevi há exatos 05 anos, justamente por conta dessa data.

Antes de republicá-los, deixo aqui meus PARABÉNS a todos os poetas soltos nesse mundão!

Essa veia de poesia,
Presente em meu dia-a-dia,
É minha terapia!
Meu consolo em horas tristes,
Essa veia que salta e grita,
Por mim, jamais será contida.
Nem mesmo se faltar inspiração!
Só se acabar a força que tenho nas mãos.
E ainda assim, tenho voz.
Oh, sim, eu tenho voz
E alma de poeta.


TF – 20/10/04

15 de out de 2009

Diálogos memoráveis/1.

Hoje, na empresa, eu estava conversando com a Suellen pelo messenger do Yahoo!. Aí, ela queria saber sobre o embarque dela, se ela iria no projeto 01 ou no projeto 02.
- Eu devo embarcar em uns 15 dias, né?

Respondi:
- Estou confusa! Ai, agora eu não sei. Bom, eu posso perguntar pro Bento e, se ele disser: "Mas como você não sabe?!" - eu respondo: "É que estou tomando remédios pra controlar minha piromania e eles estão mexendo com minha memória. Sabe quantas vezes eu quis tacar fogo na Icsel só nesse mês?".

Não sei viver sem fazer piadinhas. Definitivamente.
E isso funcionaria bem num seriado, mas na vida real... tsc, tsc, tsc. Fica só no Yahoo! messenger mesmo, hehe. ;)

13 de out de 2009

05 anos sem Sabino.

Quando ele morreu, eu pensava nele há dias.
Quando ele morreu e eu soube, senti um nó na garganta.
Parece bobo, pois eu não o conhecia, mas quando ele morreu, quis chorar por ele como choraria por um grande amigo, mas contive as lágrimas, inexplicavelmente.
Quando ele partiu, também se foi alguma coisa em mim, alguma coisa que até hoje permanece indefinida e constante, ainda mais quando me perco em suas letras.

In memorianFernando Sabino, que “nasceu homem e morreu menino”.
* 12/10/1923 † 11/10/2004.

Promoção à vista!

Gente, eu adoro uma promoção. E se for para ganhar livro, eu adoro em dobro! :D
Portanto, este post é para indicar uma promo da qual estou participando:

Para concorrer ao livro Budapeste, de Chico Buarque:
É bem simples! Basta ir ao blog da Ângela e seguir as instruções!


E depois, é só torcer para ser sorteado! ;)

5 de out de 2009

Por amor.

Hoje, eu estava atolada de coisas para fazer, mas ainda assim, tive um tempo de passar aqui e contar umas coisinhas...

Nessa tarde, Ilca chegou na minha sala para perguntar alguma coisa. Eu já estava zonza de tantas informações e afazeres e disse:
- Posso desabafar? Isso aqui não dá pra mim.

Eu acho que ela ficou um pouco surpresa, perguntou o motivo.
E era bem óbvio - pra mim:
- Eu não amo isso aqui.

Ok, não trabalho por amor. Mas isso pode mudar. Deve mudar. E espero que mude. E quero fazer por onde a mudança acontecer nesse ponto.

Pelo menos nesse mês sei que farei algo por paixão, por amor, algo que realmente me interessa, me dá prazer; algo que pode estar no meu futuro, que pode ser meu futuro, por que não?

Eu vou DMP (dar meus pulos) e vou pagar R$ 300,00 paus, mas esse curso vai valer cada centavo ;)

4 de out de 2009

01 ano de blog!

Hoje meu blog completou 01 ano de existência! Aê!

Quem diria... Para alguém que já teve cerca de 05 páginas virtuais (incluindo tudo - blogs e flogs), essa nova página até que está com um tempo razoável de vida ;)

Que continue assim!...

Nessa semana, é provável que (se tiver tempo) eu faça algumas mudanças por aqui... hehe.

E é isso! Parabéns para meu cantinho! \o/

2 de out de 2009

Rio - sede das Olimpíadas de 2016! \o/

Acabou de passar na TV: o Rio foi escolhido como sede para as Olimpíadas de 2016! Eba!
Isso significa mais trabalho - para que fala inglês ou trabalha com construção civil, nem se fala!
Fora que vai rolar um show de comemoração por conta dessa escolha! E eu espero estar com meu malino. ;)

O de hoje, que pena, não deu pra ir. Fazer o que, né? A labuta me impediu, hehe.

Não tenho certeza absoluta de que estarei aqui até lá, mas se estiver, na boa... Espero estar trabalhando com algo na área turística: treinando o inglês e recebendo um tantão de gorjetas. (Isso me faz lembrar os tempos dourados de Helisight. Receber em euro era sempre bem vindo :P ).

Poeminha/23.

Coração bate tum tum
É alegria palpitando
Minha mente é só zum zum
Meu xodó está voltando.


TF* - 02/10/2009 (saído do forno!).

** Neste domingo, depois de 02 meses no Sul, o Dudu volta pra casa!!** \o/

1 de out de 2009

Poeminha/22.

Eu já esqueci a tua voz
Nada mais há entre nós

Já esqueci o teu sorriso
Que me fazia perder o siso

Esqueci como era boa tua companhia
A qualquer hora da noite ou do dia

Esqueci teu olhar
Mas às vezes, ainda sinto teu cheiro no ar...

TF* - Jan/2008.

30 de set de 2009

Mudanças/2.

Nesse fim de semana, me livrei de colchões velhos, troquei as coisas de lugar para aproveitar melhor o espaço (já minúsculo).
Fiz uma limpeza das boas.
Depois, "consertei" o DVD e pude assistir "Os normais - 2" (definitivamente o 1 é melhor), "O contador de histórias" (história real com happy end) e "A proposta" (gosto da Sandra Bullock, o Ryan é lindinho, mas... falta um pouco mais de consistência no enredo).

E aí, no domingo, enquanto conversava com Dudu por telefone, comentei com ele que fiz essa limpeza para me livrar de tudo que não me servisse mais. O intuito também era arejar mais nosso espaço, deixar as coisas um pouco mais organizadas. Afinal, com organização, tudo flui melhor.

E essa organização eu espero levar para outros aspectos. Quero fazer uma limpeza geral, daquelas que as pessoas costumam (ou ao menos tentam) fazer quando um novo ano começa, por exemplo.

Agora, falta organizar melhor o tempo, voltar a estudar algo, quem sabe retornar para a faculdade em 2010, quem sabe fazer pelo menos uma coisa que eu realmente AME.

Aí, vem a pergunta: o que eu AMO fazer?
Bom, além de escrever? De fazer perguntas? De estudar línguas?
Hum. Eu gosto de fazer rir.
Será que isso significa o nascimento de mais uma humorista cearense? Hehehehe.

28 de set de 2009

Poeminha/21.

Só você me faz perder
A rota do meu coração

Mares nunca dantes navegados
Esses de amor bravio

Conto estrelas ao seu lado
Não me preocupo com o caminho

Pra meu navio ancorado
Pensei que não havia jeito

E agora a todo vapor
Ele vive dentro do meu peito.


TF* - Novembro/2006.

25 de set de 2009

Poeminha/20.

(Fonte da imagem: Google).

Ontem, eu só quis me perder.
Hoje, eu só quis me encontrar.
Ontem, só queria te ver.
Hoje, só penso em te deixar.
Ontem, eu ardia em teus braços.
Hoje, já desfiz nossos laços.
Ontem, eu não tinha motivo.
Hoje, só espero o alívio.
Ontem: paixão descomunal.
Hoje: coração glacial.


TF* - maio/2006.

24 de set de 2009

Poeminha/19.



Quando desejo companhia
E a manhã surge bonita,
Nessa hora, sem demora,
Meu coração grita
Por não saber o que é amor.
Anseia ter mais que paixão,
Sem pressões e nem pudor.
Mas até hoje só chora
A manhã rompe, por sentir somente dor.
Vai se tornando amargo
Cada vez que o sol surge.
Para ele, o tempo urge
E sozinho sempre fica.
Corroído, palpitando pesado,
Nesse corpo que o abriga.


TF* - Agosto/2004.

Fonte da imagem: Speglich (blog)

23 de set de 2009

Dia do sorvete.

Hoje é dia do sorvete!!!

Mais tarde, com certeza, comprarei um pra mim.
Afinal, I LOVE ICE CREAM!

Em homenagem ao sorvete, segue um link sobre a origem dele e um poeminha meu, recém saído do forno!! Origem do sorvete




Se eu te vejo, enlouqueço
Não importa qual teu preço
Eu só quero te lamber
Em teu corpo, me perder
A qualquer hora, em qualquer canto
Me vem esse desejo insano
E não dá mais para esconder
Sorvete, eu amo você!


(Fonte das imagens: Santo Google!)

São Paulo/6.

Mais andanças pelo Centro:
(Antes de mim - Before Taty ).

(Depois de mim - é, uma pequena mudança / After Taty - Yes, just a little change).

(Teatro Municipal).

("Ars longa, vita brevis"!).

(Mario pendurado).

(Mario pendurado - II).

(Death is coming!).

(Scary).

(Gente, gente por todos os lados. E eu ali, sorrindo).

(A arte posando nua!).

(Drawning is cool! Oh yeah!).

(Arte solta por aí).

Pertinho dessa exposição ao ar livre, deparamos com zilhões de tampinhas de garrafa coloridas num pedaço da calçada. Deu vontade de fazer "TCHIBUM", mas lembramos a tempo que era tudo muito colorido, mas não era uma piscina de bolinhas!! :)

O poema do Mario que está na foto é este! (segue logo abaixo também!)

Quando eu morrer quero ficar
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

22 de set de 2009

Causos/1.

O dia em que eu conheci o enteado da puta.

Cara, vou contar. Todo mundo, mas TODO MUNDO MESMO, conhece algum filho da puta. Nesse caso, o filho da puta é aquela pessoa que não tem consideração por ninguém, que só faz merda com os outros. Ou seja: não é propriamente o filho de alguma mulher que se tornou profissional do sexo.

Mas uma noite aí de 2007, eu conheci o enteado da puta. Foi assim: Kylvia e eu fomos levadas pelo Daniel para uma festa de aniversário de 15 anos. Detalhe: não conhecíamos a Camila (aniversariante), mas isso foi o de menos. O próprio Daniel a conhecia há menos de 03 dias, então não achou que fosse um problema levar penetras.

A festa foi legal. Nos apresentamos à Camila como "as amigas penetras do Daniel, aquele que você conheceu ontem ou antes de ontem". Ela não se importou. Pelo contrário. Disse:
- Eu queria mesmo muita gente na minha festa!
Foi super simpática, tirou fotos com miss Kylvia e comigo e nos deixou à vontade.

Lá pelas tantas, decidimos pegar o beco (olha o cearês atacando!). Traduzindo: decidimos ir embora. Após um tanto de blablabla e outro tanto de espera, conseguimos uma carona até o bairro vizinho, onde acontecia outra festa de aniversário - de um amigo do Paulinho (irmão da Kylvia).

Pela hora em que chegamos, já encontramos todo mundo mais pra lá do que pra cá. Só algumas poucas almas permaneciam sóbrias.

Em poucos minutos, estávamos de papo com mais dois amigos do Paulinho. A Kylvia conversava com o Júnior e eu com o Orlando. Em determinado momento, eu a ouvi dizer:
- Ah, com certeza a Taty sabe! É lógico que ela sabe!... Pode perguntar a ela!
- Eu sei o que?


Aí, o Júnior me respondeu:
- Olha, tu já viu aqueles anúncios de acompanhantes nos classificados?
Respondi:
- Vejo sempre! Toda vez que eu pego um jornal, sempre dou uma olhada nessa seção!
- Ah, e tu já reparou num anúncio que é assim: "Alana, 10 reais: barato porque gosta do que faz"? Já viu esse?

Eu disse que "sim" e ia até comentar que tinha achado que era um anúncio criativo, diferente, mas ele me interrompeu e desabafou:
- Pois é da mulher do meu pai!
- Sério? Mas como é que tu sabe?
- Ora, a notícia se espalhou!! Eles vivem brigando e um tempo desses, meu pai colocou a mulher pra fora de casa. Aí, ela botou esse anúncio e alguém viu e soube que era ela, porque ela não fez a menor questão de mudar o número do celular. E depois, o meu pai fez as pazes com ela, mas ela não parou de colocar o anúncio.
- E teu pai?
- Ah, aquilo ali nem liga mais. Os filhos todos já falaram, mas ele continua com ela e volta e meia eles têm mais um arranca rabo. Depois, fazem as pazes. Como é que pode, rapaz, meu pai continuar com ela sabendo de uma coisa dessas?


Na hora, eu não disse nada. Fiquei só pensando que, se o pai dele fosse esperto mesmo, não ia briga por esse motivo: podia era agenciar a mulher.

Depois disso, acho que não tornei a ver o Júnior, mas se hoje o reencontrasse não creio que fosse comentar que ele sempre é citado por mim como "o enteado da puta".

21 de set de 2009

Ins'Ô'nia.

(Fonte da imagem: Blog de olho)

Ontem, a insônia me visitou.
Não bateu à porta e tampouco foi convidada a entrar.
Mas ela não se importa se é chamada ou não. Simplesmente aparece, me persegue e me domina.
Essa, diferente da que me perseguia antes, vem me ver uma vez por semana, sempre aos domingos - enquanto que a outra era diária.

Só por volta das 04h (creio) é que consegui dormir. Levantei às 07h:45m, mas minha mente continuava sonolenta. E as olheiras? Terríveis!

Agora, findo o trabalho, hora de me retirar dos aposentos virtuais e me recolher aos reais (ambígüo, hehe).

E sobre a insônia de outrora - Um texto do meu antigo blog...

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Ins'Ô'nia: (o bonequinho igual a criadora: boceja, mas não dorme)
Não é de hoje que a insônia me ataca. Ela está comigo desde os primeiros meses de vida, pelo que mamãe conta. Segundo relatos, ela ia me espiar, altas horas da noite, e lá estava eu, olhinhos arregalados na escuridão, sem chorar ou fazer barulho algum.
Mamãe preocupou-se, marcou consulta com a pediatra.
A doutora receitou café (vai entender...). A insônia diminuiu, por imposição da vida, eu acho. Agora, ela voltou. Veio de mansinho, sorriu tímida. Depois, soltou a franga, montou de vez em mim. E agora não há sequer uma noite que não me atormente.
Procuro pensar nas contas, nos pobres e famintos, em coisas pendentes; penso até em contar carneirinhos!
É incrível. Basta ficar insone para começar a me torturar. A tentativa de pensar
em coisas ruins para atrair o sono - que me livraria do martírio de tais pensamentos - é vã...
Passeio pela casa, tomo cinco copos d'água, leio, escrevo, leio o que escrevi, releio, a t.v. já não suporta ser zapeada, o colchão já não agüenta minha inquietude.
Por fim, caminho até a porta ou a janela, mãos cruzadas para trás, observo a rua, o tempo, o pedaço de mundo que está à minha frente. Ganho aquele ar compenetrado, meio melancólico, de quem parece estar à espera de algo ou de alguém.
Acendo um incenso e me deito. Isso geralmente funciona. O ar de espera ainda faz parte da minha expressão. A verdade é que espero mesmo. Espero algo que me leve para momentos mais grandiosos de paz - espero o danado do sono, que chega atrasado todas as noites.

TF* - 07/04/05.

São Paulo/5.

Mais fotos do Centro:
(Dudu, eu, o sorvete e os ingleses!)

(Preparativos para a Virada!)

(Estátua do padre José de Anchieta)

(Ainda na Sé!)

(Atrás de mim - selva de pedra!)

Poeminha/18.


(Fonte da imagem: Blog do Hilton)

Palhaço

Não quero mais saber de circo.
Não quero mais pagar mico.
Eu cansei de ser palhaço!
Meu coração não é de aço.

Já não me importava tanto
Adotei a profissão
Até te avistar ali num canto
E cansar da solidão.

Eu te pedi um beijo
Implorei por teu afago
Mas não fui levado a sério
Tu fizeste pouco caso.

Foste embora com a platéia
E eu me tornei amargo.

Foram horas, dias, meses e tu só dizias não.
Eu até troquei de ofício
Fiz minha vida mais difícil
Alimentei a ilusão.

Aumentei as noites tristes
Já não tinha maquiagem
Então, pensei que uma viagem
Despachasse a paixão.

Mas eu me enganei de novo
E ao voltar, te vi na praça
No meio do povo.

Nesse instante, num rompante
Meu coração se partiu.

Pois ali estavas tu, de mãos dadas
Com um palhaço!

Ele faz graça e tu sorris
Minha bela flor de lis
O meu muito era teu pouco
E assim o destino quis.


TF* - agosto/2005.

18 de set de 2009

Poeminha/17.

Localizações amorosas.

Quero você
Sob minhas unhas
Debaixo do meu vestido
Em cima da minha pele
Abaixo do meu umbigo
Ao lado do meu afago
Tirando-me o juízo!


TF* - abril/2006.
(Esse foi para um ex. Sempre gostei de cativar por escritos. Detalhe: só hoje ele ganhou título).

São Paulo/4.

São Paulo é cheia de possibilidades. Lugares legais pra ver, visitar e se divertir. E nós tínhamos tão pouco tempo!!

Já na manhã seguinte, dia 02/05, tomamos café preparado a 06 mãos:



E depois... LIBERDADE! \o/

O bairro é muito massa! Tinha uma feirinha com várias coisas bem legais logo que saímos do metrô!
Fora as lojas cheias de coisas baratas! Hehehe. O Dudu comprou um globo pra mim (e era mesmo meu sonho de consumo ter um!) e levamos várias outras bugigangas!

Depois, comemos um yakisoba que o Dudu apelidou de "yakisopa" (por ter muito caldo).

(José, Dudu e eu - Pausa para uma breja!)

Ao final do yakisoba, o José encontrou uns amigos (eles foram até onde estávamos) e decidimos dar uma volta pelo Centro de Sampa. Já não lembro o nome dos rapazes; só recordo que eram ingleses e que José os conheceu no Fórum Social Mundial desse ano, em Belém.

Nosso passeio no Centro rendeu algumas fotos:
(Fundos da Catedral da Sé).

(na Praça da Sé, em frente a Catedral)

(Monumento na praça, enfeitado pelos pombos!!)

(Catedral da sé - lindona!)

(Um pedacinho do marco zero, na mesma praça).

(continua...).

17 de set de 2009

Poeminha/16.

(Um bem bobinho e já meio antigo)

Eu amo você,
Mas nosso amor não pode acontecer.
Ele não vai ter um final bonitinho
Daqueles em que a mocinha fica com o mocinho
E eles são felizes por toda a vida.

Nossa paixão é escondida.
Só te encontro em meus sonhos e desejos.
Nossa relação é proibida.
E mesmo assim, anseio por te ver.

Você é minha alma gêmea
E que martírio é ter que reconhecer
que sequer conheço você.

TF* - jan/2003.

São Paulo/3.

Imediatamente voltamos ao apartamento do Fabrício, onde pudemos falar mais tranqüilamente com José. Ele nos deu telefone e endereço e disse que poderíamos ficar lá durante o fim de semana. O Fabrício nos deu as coordenadas de onde José estava e nos ensinou como chegar lá. Isso nos ajudou pra caramba!!

Depois de tudo combinado, finalmente fomos comer. E a comida era realmente boa e barata! Nesse dia, Dudu e eu estávamos com uma baita sorte. O próprio Fabrício, que tinha ouvido toda a nossa história, comentou isso e acrescentou algo tipo:
- Vocês estão com tanta sorte que pediram o jantar depois de mim e ele chegou antes!

Já devidamente alimentados, fomos para o apartamento do José. Ele estava sozinho, pois os companheiros de morada tinham sumido misteriosamente. Eram estudantes da PUC, então o mais certo é que tivessem viajado para ver as respectivas famílias.

José nos acomodou, conversamos e combinamos por alto o que fazer no dia seguinte. Uma das prioridades era visitar o bairro Liberdade, famoso por ter a maior concentração da comunidade japonesa na cidade. Também falamos sobre a programação da Virada Cultural e o que seria bacana de ver... (continua...)

16 de set de 2009

São Paulo/2.

A estadia em São Paulo era incerta.

Na noite anterior, eu tinha telefonado para a única pessoa que reside lá da qual eu tinha o telefone. Era um rapaz chamado Fabrício, que eu não conhecia pessoalmente...

Vamo lá: miniflashback-gigante de como eu quase conheci o Fabrício!
Ele postou na comunidade "Fortaleza" no site do Couchsurfing, pedindo informações sobre Guaramiranga, pois tinha planos de ir para lá em setembro, durante o Festival de Teatro (isso no ano passado).
Eu respondi e dei todas as informações possíveis, já que tinha um certo conhecimento sobre o lugar.
Depois, o Fabrício acabou passando 1 ou 2 noites em Fortaleza e, antes disso, pediu minha ajuda para encontrar um couch. Eu tentei, mas não consegui. Marcamos de tomar um suco, mas isso também não aconteceu, por conta do desencontro (enquanto eu estava no Conjunto Ceará, ele rumava para a Praia de Iracema, do outro lado da cidade).
E foi assim que eu quase conheci o Fabrício pessoalmente.

Pois bem. Eu ainda tinha o celular dele gravado na minha agenda e decidi ligar:
- Boa noite. Esse celular ainda é do Fabrício?
- Sim... Quem é?
- É... é Tatyana.

E lá fui eu explicar como, quando, onde, como e porque, hehehe.

Felizmente o Fabrício lembrou de mim e disse que ia tentar nos ajudar. Ele informou que não podia garantir hospedagem, afinal o espaço era dividido com a namorada, um gato e, durante a Virada, eles abrigariam um casal de amigos. Mas ele me passou o endereço de onde morava e disse:
- Venham que a gente dá um jeito.

Então, assim que chegamos na terra da garoa, telefonamos para ele, que nos ensinou como chegar até o bairro onde ele estava.
Como era de se esperar, a selva de pedra nos enganou e nós nos perdemos. Mas não foi nada muito grave, afinal só descemos na estação errada, andamos mais ou menos a distância de 10 quarteirões até o local indicado e tivemos que passar ao lado de um cemitério. Nada demais.

O Fabrício nos recebeu no apt. dele, onde pudemos acessar Internet e requisitar um couch (sofá) emergencial na comunidade "São Paulo". Deixei meu número de celular, caso alguém pudesse oferecer um cantinho. Também entrei em contato com 01 ou 02 pessoas da comunidade, mas elas não podiam nos receber.

"- Pronto". - pensamos. "Já fizemos tudo que podia ser feito até agora. Então, só resta esperar".

O Fabrício disse que ia nos levar a um restaurante perto da casa dele, que servia uma comida boa e barata. Enquanto isso, alguém iria ler o pedido e nos dar um retorno. Se nada desse certo, o jeito era apelar pra um M luminoso (Motel! hehe).

Quando descemos no hall do prédio, o celular tocou. Pode parecer mentira, mas era um americano chamado José... (continua)

15 de set de 2009

São Paulo/1.

Véspera do dia do trabalho desse ano. Dudu e eu em crise - pelo menos da minha parte. Daí, marcamos de conversar no feriado - ele estava em Petrópolis e eu no Rio, então o combinado era que ele encontrasse comigo.
Eu esperava passar um feriado sem sal, no Rio mesmo, até que ele me ligou novamente:
- Taty, pra onde vc disse que queria ir se tivesse dinheiro e companhia?
- Pra Virada Cultural em Sampa.
- Pois vamos. Arrumei carona.
- ?!? Como? Quando? Quem? (838 perguntas de praxe).

Iríamos com um amigo dele, o Samir, e a esposa do cara. Na mesma noite, Samir desistiu: lembrou que era aniversário do pai no dia seguinte. Eu fiquei me indagando como era possível uma pessoa esquecer o aniversário do pai, então lembrei do meu amigo Robão, que não sabe o aniversário de NINGUÉM da própria família, nem mesmo o da mãe. Detalhe: Robão caiu do beliche quando tinha 14 anos. Isso afetou a memória dele para aniversários e outras coisas mais. Imaginei se o Samir também não teria caído de cabeça quando era mais novo...
Oks, oks... Parei de pensar nisso e me concentrei na ida pra Sampa, pois o Dudu me perguntou se eu ainda queria ir e putz, eu queria. Já estava até esquematizando lugar pra ficar (contatos, contatos, hehe). Então, marcamos um encontro no dia seguinte (01/05) na Rodoviária Novo Rio.

As passagens estavam caras (para nosso bolso), então sugeri que fôssemos pra rodovia Dutra pegar carona. Rumamos para lá. Paramos num posto, indicado pelo cobrador. Depois de um breve lanche, fomos para a beira da estrada usar nossos polegares.

Depois de uns 10 ou 15 minutos, um caminhoneiro chamado Loevi, do Paraná, parou.
- Pra onde vocês vão?
- Pra São Paulo. E o senhor?
- Também. Subam aí que eu levo vocês lá.
(do Rio a São Paulo, vá com Loevi!)

Pô, o Loevi nos levou mesmo até Sampa (6hrs de viagem!) e no caminho ainda parou num posto e pagou lanche pra nós, ha-ha. Em troca, não questionamos sua teoria de que "a AIDS não existe; é tudo invenção da mídia" e ainda deixamos a Kylvia prometida a ele (isso eu explico depois, hihihi). E mais: ouvimos bailão e forró praticamente a viagem toda (que remédio!).




Pérolas da viagem:
"- Pára, Pedro! Pedro pára!..."
"- Tão pedindo o Vaneirão, tão pedindo o Vaneirão!"
"- Se eu te pego desse jeito, do jeito que eu tô a fim... É tchan, tchan, tchan..."




O Loevi também nos falou sobre suas 315 namoradas e de como amava a estrada e ficava entediado quando não tinha trabalho. Fazia uns 04 meses que ele não ia em casa.

(Foto da Basílica de Aparecida, onde passamos durante o trajeto!).

Já no final da viagem, estávamos cansados, famintos e quase surdos (culpa do bailão e do forró no volume máximo). Mas valeu a pena: chegamos em SAMPA! \o/ (continua...)

10 de set de 2009

Poeminha/15.



Chuva
Sim, eu amo chuva!
Ela me cai como uma luva
Leva-me ao delírio o clima frio que ela traz
Deixando-me seca ou molhada,
Tenho, enfim um pouco de paz.
A chuva lava minha alma,
Me dá calma, me satisfaz.
Quando me alcançam, as gotas me esfriam,
Enquanto por dentro estou a arder!
Por instantes, a angústia some.
No interior, as lágrimas me consomem.
A chuva lava minha alma,
Leva embora o meu sofrer.
Não preciso de calor se o frio leva minha dor.
Um amor cairia bem,
Porém agora, isso não me convém.
Fico quieta, vendo a chuva cair,
Se jogar afoita do céu,
Enquanto a tinta escorre no papel.

(TF – 23/06/04)

Fonte (imagem): Google.

Poeminha/14.

Morreu!
Estou impressionada
Com sua língua afiada,
Sua crítica inusitada,
Nada moderada.
Sua boca tão bonita
Escarra esse texto inútil.
Você não passa de um fútil.
Quer estar sempre correto,
Mas não diz o que é certo.
Não sabe se calar.
E agora? Deixa estar.
Foi assim tão repentino:
Essa náusea aconteceu.
Acho que eu não teria tino
Pra explicar o que ocorreu.
E o que podia ter nascido,
Antes disso, já morreu!

(TF – 11/09/01)

9 de set de 2009

Poeminha/13.

Escrevi esse poeminha para um cara que me chamou atenção lá pelos idos de 2003.
Fiz, mas nunca tive coragem de entregar. Acontece...

Nos teus olhos vi a vida
Palpitante, forte, brilhante!
Por teus olhos me apaixonei,
Só precisei te fitar por um instante...
E desejei conhecer-te além do que vi,
Além da beleza que enxerguei em ti!
Porém, não nego que a covardia é tamanha
E que tua beleza gritante me acanha,
De tal modo que não há dilema!
Não preciso de resposta.
Só quero que recebas este poema.


TF – 02/10/03.

8 de set de 2009

Poeminha/12.

Exclamação!
Eu adoro esses pontos de exclamação!
Eles se multiplicam nos meus escritos como pragas numa plantação.
Nada de interrogação, parágrafo ou travessão! Eu quero exclamação!
Em cima, abaixo, ao lado, em diagonal – a exclamação pode ser o meu ponto final!
Eu vou exclamar em qualquer canto, o riso ou o pranto, e principalmente o espanto!
Minhas exclamações pululam!
Eu quero exclamar a vida!

(TF - 21/05/02)

Fonte (imagem): Google.

4 de set de 2009

Poeminha/11.


Tempo
O tempo caçoa de mim
É um processo sem fim
Não posso viver assim!
Tempo, tempo, tempo
Meu atraso me preocupa
Já vivo sem desculpas!
E é tudo culpa do tempo...
Tempo, tempo, tempo
Meu intento é conseguir
Multiplicar-te, expandir-te,
Acabar com teu limite!
(TF – 20/03/03)

3 de set de 2009

Poeminha/10.

Minuto palíndromo

Parece que esse minuto passou mais rápido;
Parece que ainda tenho bom sangue na veia;
Parece que o céu está tão límpido,
Quando na verdade, está cheio de sujeira.
E o tal minuto se foi tão depressa!
Nem tive tempo de olhar pra uma estrela,
Nem tive alguém ao lado pra falar besteira...
Nem ao menos fiz um pedido!
E o minuto se foi num estalido!
Nada de tempo pra cafezinho.
Poxa! Ele nem me disse tchau...

TF* - 20h: 02m – 20/02/2002

*Baseado numa data histórica.

Poeminha/9.

Ode à Lua

Impávida, manipuladora, ela aparece,
Primeiro aos poucos,
Depois toda nua.
Pálida, tentadora,
Promove meus instintos mais felinos.
Arranca-me o siso e me dá suspiros.
Está no universo, na galáxia, na rua.
Ávida, contenciosa,
Ela desperta desejos - dos mais simples aos mais obscuros.
Me dá vontade de uivar!
Perturba minha mente e sei que também perturba a sua.
No teatro do céu, ela é rainha e sozinha atua.
As estrelas são só coadjuvantes.
Apesar de não ter luz própria, quem brilha mesmo é a Lua!

TF* - 13/05/02.

2 de set de 2009

Lembranças da FIC/1.

Foto tirada, revelada e ampliada pela Lia! :) Saudade desse tempo e da cadeira de Fotografia.

Nota: Fiquei ótima com essa cara de bêbada... ¬¬

foto de trezeestrelas em 09/11/04 - Fotolog

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Poeminha/8.

Ah, minhas rimas pobres...

Agonia
Saí para me divertir até que a noite se transformasse em dia.
Durante a madrugada, o barulho era grande, um ladrão corria.
Tudo me dá agonia.
Na praia, de repente, o sol já nascia.
O silêncio se fez, formou-se a calmaria.
Até ela me dá agonia!
Ao menos alguém já me deu “Bom dia”.
Volto para casa, para a velha rotina.
Já estou acostumada com a hipocrisia.
Mas ela também me dá agonia!
Não sou mais eu, mesmo assim, não entro em harmonia.
Parece que estou há séculos procurando a verdadeira alegria...
E não adianta: só vem agonia!


TF* – 11/06/01.

1 de set de 2009

BlogBlogs.Com.Br

Escritos/3.

Ausência.
Tive uma filha.
Batizei-a de Ausência.
Ausência era feia, porém, bem tratada.
Onde eu estava, Ausência estava.
Era eu presente para Ausência
e Ausência sempre presente ao meu lado.
Com o tempo, Ausência cresceu.
Ausência era muda, fria, má e solitária.
Ausência me tornou amargurada, mas estava sempre lá,
me observando e fazendo exigências,
mesmo com a ausência das palavras.
Ausência tornou-me insone.
Eu vivia pela casa, com o coração aflito.
Se Ausência se acidentasse, eu não ouviria gritos.
Na casa, havia uma escada.
Ausência, estabanada, rolou um dia por ela.
Ausência morreu em mim, ainda jovem e donzela.
Agora, Ausência ausente,
eu me faço presente
para minha recém-nascida: Vida.


TF* - 18/04/05.

Resenhas/1.

Resenha velhinha, mas vá lá. (Escrevi para uma das matérias da faculdade, em 2004).

Diários de motocicleta.

Como Ernesto Guevara de La Sierna tornou-se Che Guevara? Se interessa, este é o enredo de "Diários de Motocicleta", lançado recentemente no Brasil.
A história se passa em 1952. Ernesto Guevara e seu amigo Alberto Granado, resolvem fazer uma tour pela América do Sul, saindo da Argentina. Começam a jornada guiando uma velha moto, "La Poderosa", mas ela quebra e os dois seguem a viagem como podem. É a partir do que vê durante o caminho que o jovem Ernesto muda sua forma de ver o mundo. Há injustiças, pobreza - e tudo contribui para que ele siga, mais tarde, em busca de realizar seus ideais revolucionários.
O roteiro de "Diários" é baseado nos livros Notas de Viaje, de Ernesto Guevara de La Sierna e Con el Che por Sudamérica, de Alberto Granado. O melhor amigo de Che está com 83 anos e chegou a visitar o Brasil para divulgação, além de orientar o diretor Walter
Salles durante as filmagens. Participam também da produção americanos como Robert Redford.
Quem espera por ação ou qualquer menção ao futuro guerrilheiro no qual Ernesto se transformaria, pode desistir. Não se trata de uma narrativa fantástica e deslumbrante. É apenas a verdade, embora saibamos que o cinema sempre dá aquele jeitinho de deixar o enredo mais atraente.
Porém, é por ser simples que há esse efeito: o filme é mesmo fantástico
e deslumbrante. As locações são admiráveis. Os atores, ótimos.
Por coincidência, Rodrigo de La Sierna, que interpreta Alberto, é um
primo distante de Che. E para quem não lembra, Gael Garcia Bernaz, que interpreta Ernesto, emocionou muitas crianças ao interpretar o órfão Daniel, na novela "Vovô e eu", exibida pelo SBT em 1991.
Hoje, o ator tem um curriculum bastante respeitável: prêmios e
elogios da crítica não faltam, além de tietes, apaixonadas por seus belíssimos
olhos azuis.
O enredo emociona, faz rir e pensar. Chega a dar vontade de se aventurar
também, como fizeram os dois amigos. Vale o ingresso. É garantia de
diversão sem cenas de apelação.

Poeminha/7.

Penso
Se te deixo ou se me queixo;
Se lamento ou se padeço;
Se insisto ou se enfim te esqueço;
Se te odeio ou se te tenho apreço;
Se ainda te quero ou se reconheço
Que já não me amas
Como eu mereço.
Penso
Se faço feitiço ou se rezo um terço;
Se sigo em quietude ou se esmoreço;
Se amanheço ao teu lado ou sozinha anoiteço;
Se tenho esperança ou invento um desfecho;
Se prossigo em rimas ou recomeço.


TF* - 12/04/05.

31 de ago de 2009

Poeminha/6.

Ponto final
Eu resolvi pousar
aqui e acolá...
Pousar nas asas de um morcego,
procurando por sossego;
pousar em terras verdejantes,
esperando um bom amante.
Pouso ali e me crivo,
tentando encontrar alívio.
Mas a estrada me chama,
clama por minha presença.
Acumulo sapiência
e raízes não existem.
Busco até as horas tristes,
também um pouco de paz.
Busco um lugar de repouso
e, quando pouso, quero mais.
Talvez eu me entregue à sorte
ou volte ao ponto de partida.
Talvez eu plante dálias
para colher margaridas
É certo que um dia eu pare
e repare no cansaço.
Então, traço os próximos passos,
misturo calma e embaraço,
pouso bem num roseiral.
Vivo mais um desenlance
e pinto um ponto final.


*TF* julho/2005.

Altos e baixos de uma segunda-feira.

Sabe aqueles dias em que você acorda se sentindo uma bosta, mas uma palavra ou um telefonema fazem toda a diferença para melhorar seu astral? O meu estava péssimo ontem. Na verdade, tudo começou na sexta. Aliás, tudo começou mesmo quando eu vim para o Rio de novo e tornei a ficar sozinha em alguns sábados e domingos...

Da minha agenda.
30/08/2009.
Meu dia: A mesma bosta de sempre... Pelo menos a mesma bosta de quando fico em casa, sozinha, sentindo pena e raiva de mim.
É duro estar solitária aqui no Rio... Faço sempre a mesma coisa nos fins de semana: nada. Ou nada demais – whatever.
Vejo TV, durmo, faço uma comida que só eu mesma comeria (e como), durmo de novo, esqueço de tomar banho, não tenho Internet, não consigo ler, não consigo sair, finjo que vou estudar Francês, mas não estudo, vejo mais TV, varro a casa, lavo a pouca louça suja, penso nas coisas que tenho para fazer ao longo da semana, não consigo atualizar minha agenda, não consigo me atualizar, me sinto só, me sinto mal, a sogra me convida, por telefone, para visitar a casa dela qualquer hora, mas eu não tenho a menor vontade de ir porque não me sinto em casa quando estou lá ou quando estou com a família do Eduardo.
Padeço de solidão na Cidade Maravilhosa. Sinto saudade, choro um pouco, sinto vontade de ir embora, mas sei que não é uma boa hora para pensar nisso. Não voltar para Fortaleza, mas ir para outro lugar, tentar outras coisas.
Sinto que estou no caminho errado. Sinto que minha vida não começou, mas a real é que estou com 25 anos e mais um fim de semana perdido.


Depois de escrever isso na agenda, eu tentei dormir, mas tive uma crise de insônia das brabas. É incrivelmente terrível como o sono demora para vir aos domingos. Além da mesmice do fim de semana, ocorreram alguns problemas de comunicação na empresa que tomaram proporções inesperadas - e não sei, mas tive aquela sensação de que ia sobrar pra mim...

Então, hoje eu vim trabalhar um trapo. Com o humor meio abalado e cansada.
E aí, algumas palavras da Suellen e depois o telefonema do Du (não o meu marido, mas um amigo de Fortaleza) melhoraram meu humor.

É sempre bom receber convites para sair qualquer hora e é sempre bom ouvir que alguém sente saudade de ti.

Nota: Depois das 11h realmente sobrou pra mim. No bom cearês: o chefe chegou fumando numa quenga... Soltando fogo pelas ventas... Agora, na tecla SAP (traduzindo): chegou enfurecido. Eu só ouvi. Não argumentei porque é típico dele não escutar ninguém e porque, sei lá, eu não estava muito a fim. Tô ficando meio de saco cheio e muito a fim de buscar outra coisa para fazer por estas bandas. Mas... Isso já é assunto pra outra hora. (Planos, planos,... Sempre!).

26 de ago de 2009

Escritos/2.

Finalmente achei o que procurava! E pensar que até tinha interrompido a procura,
de tão difícil que andava a situação...
Sem mais delongas: encontrei meu par perfeito! A pessoa que faz meu coração bater
mais forte! Aquela que me faz ver estrelas até quando chove. É alguém que acredita
que casamento e filhos não são obrigatórios e nem são a fórmula da felicidade; alguém que crê que a fidelidade é uma escolha, não uma obrigação; alguém que me escuta, sabe do que gosto e não tenta me obrigar a ser o que não sou.
Nos damos tão bem que às vezes penso que tudo não passa de um sonho! O que é
mais engraçado é que esse alguém estava perto de mim todo esse tempo! Como não
percebi isso antes? Como não notei essa pessoa tão maravilhosa? Ah, estou mesmo apaixonada...
Nosso encontro foi casual. Lá estava eu, espremendo uns cravos na frente do espelho, quando a notei: boca pequena, olhos arredondados e vivos, cabelos lisos e castanhos. Parecia um tipo comum, mas algo inexplicável fez com que eu me sentisse diferente. Eu já estava tão cansada de não encontrar o que queria! E foi aí que me deparei com o grande amor da minha vida: eu mesma.


TF* - nov./jan - 2006.

19 de ago de 2009

Poeminha/5.

AMOR REAL.

Emaranhados de cetim...
- Eu te amo, meu bem...
A consciência atrás de mim:
- Uma mentira atrai mais cem.
E tu respondes, enfim:
- Só enquanto te convém.


*TF* - 25/04/2006
(fruto da leitura de "A ponte para o sempre", de Richard Bach).

17 de ago de 2009

Escritos/1.

Os invisíveis.

Estão em toda parte. São homens, mulheres, idosos e crianças. Alguns não têm os braços, outros não têm as pernas, mas o que todos não têm mesmo é dinheiro.
Conseguiram a proeza que alquimista nenhum jamais realizou: são invisíveis. A verdade é que os enxergamos, mas fingimos não vê-los. Porém, eles teimam em ser vistos, afinal, precisam sobreviver. "Tio, me dá uma esmolinha?" ou "Ei, moço, me dá dez centavos pra comprar o leite do meu filho?". E por aí vai.
Nós olhamos de rabo de olho, pois eles nos incomodam. É duro encarar a miséria. Passamos e pensamos: "Deixa, eu tenho que cuidar de outros, de mim... Vai aparecer quem cuide dele, coitadinho! E aquela senhora... Aposto que também vão arranjar um abrigo para ela". Temos dó, mas não ajudamos.
Aliás, do jeito que as coisas estão, já nem sabemos quem **merece ser ajudado ou não. Ninguém quer ser passado para trás, não é mesmo?
Enquanto isso, eles se proliferam. Estão nos pontos mais movimentados da cidade, pois é lá que o dinheiro circula. Depois, voltam para os casebres de papelão e plástico. Ou dormem no lugar que lhes é tão familiar: a rua.
Eles não têm, não sabem, não podem. O que vem depois dos verbos é tanta coisa que até pensamos que nossa vida de fazer contas não é tão má. (novembro/2005)

** Nota: Penso que todo mundo merece ajuda. O porém é que todo mundo fica puto quando ajuda alguém e depois descobre que foi enganado... "Porra, dei meu dinheiro para aquele malandro beber cachaça!". Lógico que, cego de raiva, a gente não lembra que pode ter enganado alguém, por um motivo qualquer que fosse, pelo menos uma vez na vida. Que atire a primeira pedra quem nunca mentiu pra levar vantagem ou encobrir alguma coisa.

14 de ago de 2009

Minha vida estudantil/2.

Em 2002, eu comecei a estudar na Uece. Foi difícil, mas eu me integrei a um grupo. E não era um grupo comum, para variar. Nenhuma das meninas queria estar realmente no Serviço Social. Todas estavam ali porque tinham passado no vestibular numa universidade pública, mas almejavam outro curso.

Aline queria cursar algo no Cefet (acho que era Edificações).
Lia queria estudar Psicologia na UFC.
Priscila queria cursar Veterinária (na Uece mesmo, de preferência).
Regina acho que queria estudar Pedagogia.
E eu... Eu só queria fazer alguma coisa que não fosse Serviço Social.
Embora já estivesse pensando no Jornalismo desde 2001, tinha uma louca obsessão por Diplomacia e um pé + dois olhos na Literatura.

O nosso grupo se manteve unido por todo o primeiro semestre.

Uma das coisas que lembro dessa época era o quanto odiávamos as aulas de Epistemologia.
O professor era um carioca chamado Cristiano.

Eu, metida a engraçadinha que sou, recordo que alguns dias antes da primeira prova dele, escrevi no quadro (antes que ele chegasse):
"Uma das possíveis perguntas para a prova de Epistemologia:
Qual o nome do professor de Epistemologia?
A) Fabiano
B) Mariano
C) Cristiano
D) Fulviano"

Cristiano viu, odiou e comentou:
"Vocês esqueceram essa alternativa..."
E escreveu no quadro:
E) Reproviano.

Na mesma aula, eu criei a "balada da Epistomologia" (que não será postada agora, pois eu deixei o texto em Fortaleza, dentro de uma das minhas 381 caixas cheias de papéis, histórias e saudades). Nessa balada, uma heroína destemida matava a Epistemologia e mandava Cristiano e Japiassu (o autor de quem ele tanto falava) para o quinto dos infernos.

Foi uma época interessante, apesar de algumas aulas e de professores que faltavam muito.

E aí, no 2º semestre, do grupo citado logo acima, só eu permaneci no Serviço Social.
Na metade do semestre, surtei. Deixei de ir às aulas e fui fazer vestibular para Jornalismo. Detalhe: numa faculdade particular.

Passei, minha mãe ficou com dó de mim e pagou minha matrícula. E lá fui eu colocar o pé no mundo da comunicação... Mas aí... Já é outra história também.

E a Uece? Voltei, cerca de 02 anos depois do surto. Fiz mais 1 semestre, tentando conciliar com o Jornalismo. Vi que não rolava mesmo. E aí, larguei o Serviço Social de vez. Mas sobraram algumas boas memórias e outras tantas xerox na bagagem.

E o grupo... Cada um tomou um rumo diferente:
Regina casou e parece que sim, conseguiu cursar Pedagogia.
Aline foi para o Cefet e também começou a cantar numa banda de forró chamada Pão com ovo (!).
Lia passou para Psicologia na UFC.
Priscila foi cursar Veterinária em Mossoró (RN) e depois se transferiu para a Uece - ela está quase se formando. É com ela que mantenho mais contato.

E eu... Cá estou, no Rio, em parte me deixando levar, em parte vendo o que fazer da vida.

13 de ago de 2009

De volta ao mundo virtual.

Well, well, well... Estou de volta ao mundo virtual.
Desde o dia 30 estávamos com problemas na Internet da empresa. E eu ainda sem net em casa, já não queria gastar com lan house para ver e-mails e outras coisas mais.
Resultado: toda vez que eu conseguia acessar, era unicamente para ver e-mails de trabalho.

Desde segunda-feira, dia 03, estamos novamente com conexão. Trocaram tudo e, apesar da lentidão, já me considero de volta ao mundo virtual, com direito a postagem comemorativa: Iupi!!! :D Supimpa!

O trabalho não desperta paixão, mas tem lá suas vantagens :p

Check up.

- Dores no peito?
- Sim.
- Nas costas?
- Sim.
- Braços?
- Sim.
- Pernas?
- Positivo.
- Dores de cabeça?
- De vez em quando...
- Você precisa de repouso. Uns dias no Caribe lhe fariam bem. Ok, ok... Vou lhe receitar analgésicos e é bom que você faça alguns exames de rotina.
- Isso não aconteceria se eu estivesse fazendo algo que realmente amo, não é? Não aconteceria... Essas dores são só a forma do meu corpo dizer que a mente está maltratada... Não é verdade?

Um olhar de apatia diante do espelho e, de repente, uma manifestação:
- Próximo, por favor!

31 de jul de 2009

Dia do orgasmo!

Hoje é dia do orgasmo!
Comemorem! ;) Se possível, acompanhados!
haha. ;p

Minha vida estudantil/1.

No ano do vestibular, eu fazia tudo menos estudar. Namorava às pampas, saía e voltava para casa de manhã – ou nem voltava, ficava na morada de alguma amiga e nem avisava; ou seja, além de não estudar, tampouco dava satisfações em casa. Restava a minha pobre mãe telefonar para meu celular para ver se eu ainda estava viva. Eu não costumava ter dinheiro sobrando, mas isso não chegava a ser grande empecilho. E, depois de fazer o que bem entendia e saborear os prazeres juvenis, eu dizia a mim mesma: "vou estudar, preciso estudar". Mas isso raramente acontecia.
Uma dessas ocasiões, me recordo bem, foi quando um pretendente chegou para uma visita, em pleno domingo de estudos. Eu já estava cansada de ver tantos números e fórmulas matemáticas após a eternidade de 40 minutos, quando ele irrompeu em minha pacata residência e minha mãe o convidou para almoçar. A presença dele já não era interessante para mim, então fulminei minha mãe com um olhar diante do convite, mas ela nem notou (ou notou e me ignorou). Ficamos, o rapaz e eu, na mesma mesa: eu tentando ou fingindo que tentava estudar; ele se entretendo ou fingindo que estava entretido com uma revista – isso até o almoço ficar pronto.
Almoçamos juntos, depois ele foi embora. Nem lembro se tentou me beijar, mas isso é o menos importante; eu só queria que ele sumisse, para que não pensasse em tomar minha atenção dos estudos. Era bobagem minha. Na verdade, ele só queria mesmo comer a comida da minha mãe, que é hummm... hummmm... ai, meu Deus! – é tão gostosa que só de lembrar eu já fico com água na boca. Então, voltando ao domingo: depois que o rapaz se foi, acho que eu fui ouvir música e deixei os livros e as apostilas de lado.
Estudar era um saco, esse papo de vestibular era um saco. O que eu gostava mesmo era de bradar minhas bobagens aos quatro cantos e ler o que me interessava. Vai ver foi por isso que passei no vestibular. Ou vai ver foi por essas coisas que a gente chama de "golpe de sorte". É, deve ter sido sorte mesmo.
Eu estudava num dos melhores colégios de Fortaleza, o Farias Brito. Tinha notas medianas e bolsa de 40%. Não li nenhum, repito, NENHUM dos livros que constavam da lista da UFC ou da Uece para o vestibular daquele ano – apelei para resumos e tudo que aprendi nas aulas. Só gostava mesmo das aulas de História, Português e Inglês – e ainda assim, volta e meia matava as aulas de Inglês, pois julgava já ter visto tudo que ia cair no vestibular durante as aulas no curso de Inglês do Imparh (e era bem por aí mesmo). Nas aulas de Português, eu costumava prestar atenção, mas às vezes desenhava ou fazia observações bobas nas apostilas e também tinha por costume escrever redações que se enquadravam entre a comédia e o pornô. Nas aulas de História aos sábados, eu morria de rir do professor que se fingia de espermatozóide, de criança ou de imperador louco – o nosso professor era um ator, no melhor conceito que a palavra pode adquirir.
E nas outras aulas, conversava com a Débora por papel. Sempre falávamos que o professor Antonino (de Química) tinha uma bunda que dava vontade de apertar. Ou de como o Edilson, um colega de sala odiado pela Deb, era um verme idiota. Inclusive, eu enchia a paciência dela, dizendo que o ódio que ela nutria na verdade devia ser amor, e que eles ainda se casariam. Também falávamos sobre quando iríamos novamente visitar o Marcos Flávio, que era nosso “namoradinho em comum”. Bom, mas o que eu conversava com a Débora merece um post à parte que deixarei para outro dia.
Pois bem, chegou o vestibular. Eu me inscrevi para Direito na UFC, por causa da minha mãe – já que não tinha estudado, ao menos ia tentar o curso que ela queria para mim – o que foi uma grande besteira. Na Uece, não sabia o que poderia ser uma boa opção. Pensei em História, optei pelo Serviço Social – outra besteira. Aí, lógico, eu não passei na UFC, mas só Deus sabe porque, passei na Uece -> Aew, passei!.
Foi duro largar a vida de pré-vestibulanda e ir para a faculdade. Na verdade, o 1º semestre nem foi tão ruim. Mas no 2º eu comecei a pensar o que diabos estava fazendo ali, se minha vontade, desde 2001, era cursar Jornalismo. Aí, eu larguei a Uece, a minha mãe quase teve um troço. Mas o que aconteceu depois é história para um próximo post.