18 de dez de 2008

Rio, aqui vamos nós!

Há alguns dias, Dudu e eu conversamos e chegamos a mesma conclusão: a maré em Fortaleza não está pra peixe.
Enquanto continuamos nos gostando, nos querendo e desejando rodar pelo mundo juntos, Fortaleza não nos ajuda nem a sair da casa da minha mãe...
E tem dias... Tem dias que bate um desânimo.
A minha mãe nunca vai deixar de ser minha mãe, mas a convivência com ela já foi mais que suficiente. Ela já me deixava louca e com o tempo, isso se tornou um dos motivos pra eu querer sair de casa.
Era a paranóia com segurança e roubos (na casa antiga, ela dizia que a vizinha roubava água), era o falar mal de pessoas que eu gostava e sem motivo... E tanta, tanta coisa que eu precisaria de várias postagens pra explicar e realmente não tô a fim (agora), pois falar nisso me deixa nervosa e me dá agonia.
E me dá mais agonia ainda quando eu penso que ela não vai mudar. E que se perder o apartamento onde moramos agora, vai dizer que a culpa foi minha - afinal, ela sempre acha mais fácil jogar a culpa em alguém. Todo condomínio tem regras e nesse não é diferente. Se você não segue as regras, é convidado gentilmente a se retirar - e mais: sem que tudo que você já pagou seja devolvido. Mas parece que a mãe faz de birra, de implicância... Deixa roupa na janela e quando recebe notificação, fica se fazendo de vítima. Raiva... Isso me dá muita raiva. E o Dudu sabe disso porque ele também não se sente bem com muitas coisas que ela fala e faz.

Enfim... Voltando ao assunto inicial:
Eu tenho emprego agora, mas o Dudu não. Eu não veria problemas em sustentar sozinha a casa, até que ele arranjasse algo, mas não ganho o suficiente pra pagar as contas, comer e alugar um buraco qualquer. Tudo nos levou a decidir que o melhor é voltar. Já cancelei o dentista, hoje vou cancelar o plano de saúde e daqui a alguns dias, a Internet. Falta eu avisar no trabalho também, mas acho que amanhã mesmo falarei.

Ter voltado pra Fortal não foi um desastre absoluto. Deu pra aprender coisas legais no trampo, por exemplo. Embora, eu tenha apanhado do Corel e do HTML rsrs... ¬¬ Deu pra rever boa parte das pessoas que gosto e sair com elas. Deu pra curtir um pouco os lugares que me faziam falta.
Mostrei a cidade pro Dudu, ele provou o creme de galinha da mãe, conheceu serra (Guaramiranga), praia (Icaraí e PF)... só faltou o sertão (Quixadá era a opção) e as famosas Jeri e Canoa. Mas tudo bem: fica pras férias. ;)

Dia 28/12, às 10 horas, o bus sai em direção ao Rio e nós saímos com a esperança de que as coisas vão dar certo por lá.

Lucky for us!

17 de dez de 2008

Boa menina.

Neste ano, eu fui uma boa menina.
Só boas ações e bons convites fizeram parte da minha trajetória!

* Ameacei sair pelada de motel;
* Peguei carona num caminhão de lixo;
* Viajei com alguém que só conhecia pela net (de novo);
* Tomei um porre e apaguei na hora mais indevida;
* Levei vômito no pé enquanto cuidava de bêbado;
* Aliás, essa noite cuidando de bêbado rendeu...;
* Fui convidada pra ser atendente de cabaré - "você só vai servir cafezinho, hehe".
* Aprendi um pouco da malandragem carioca...
* Convivi com a louca Dona Helena e não fui esfaqueada!

Mereço um bom presente. Mesmo. :p

Detalhes? Só se você for o Papai Noel!! hohoho.

19 de nov de 2008

Descobrindo ;)


Estar casada não é um bicho de 7 cabeças afinal. rs.
Hoje, completamos 1 mês morando juntos, partilhando conversinhas ao pé do ouvido, a cama, os sonhos, opiniões iguais, opiniões diferentes, um falando o que o outro pensa (- eu ia falar isso!) e tudo mais. A cada dia, a gente se descobre um pouco.
Eu fico impressionada como o humor dele parece com o meu, a imaginação besta que flui em conversas do tipo "Acho que vamos ter que te prostituir pra sustentar a casa. Com esse sotaque carioca vai ser fácil conseguir clientes!" E ele entra na minha: "Você pode ser minha cafetina! Hein? Deixa o trabalho duro pra mim..."

(Duro mesmo. Pode crer, hahaha).

Também me impressionam certos pormenores que não convém relatar...
- E depois disso o que aconteceu???
- Ora, não aconteceu nada!...
- Me admira você nunca ter sido preso nessa vida! Caralho de homem danado! ;p

No último fim-de-semana tivemos uma lua-de-mel mais 'decente', digamos assim. Na quinta, decidimos ir pra Guaramiranga. Na sexta, depois de ter perdido o último bus direto, tivemos uma puta sorte de conseguir um outro que demorava mais 1h pra chegar na serra, mas pô, o importante é que ia chegar! Então, entre solavancos, poeira, vento e sono, chegamos, achamos um "camping" em 10 minutos e em mais 15 ele montou a barraca, enquanto eu segurava a lanterna.
O fim-de-semana foi tãããão gostoso! Poxa, mas haviam umas coisas que eu queria mostrar pra ele e não deu... O pico alto, qualquer uma das cachoeiras da serra, a fazenda com os lhamas... É, vai ficar pra próxima. Mesmo assim, correu tudo bem. A gente rodou pela cidade, eu o levei até a pousada dos capuchinhos, onde a gente assaltou a plantação dos padres (idéia minha - já fiz isso antes - e dane-se se eu vou pro inferno por ter levado erva cidreira, laranjas, goiabas e cebolinha! ;p).
O Dudu fez café, almoço e não me deixou passar frio! Ê, homem 1001 utilidades!

No domingo, só o bagaço, voltamos pro calor infernal de Fortaleza. É, o Festival de Vinhos em Guará foi muy bueno!! :D (embora a gente tenha biritado Sminorff Ice, haha!).

10 de nov de 2008

Estrada!

Eu vivo dizendo isso e não canso de repetir: a minha paixão é a estrada.
Não sei se isso tem nome, só sei que está impregado em mim. E a paixão é muita, é quase uma doença. Mas o que importa é eu me sentir viva, é me perder, me achar, me perder de novo. Fazer quantas perguntas eu achar necessário, conversar com bêbados, mendigos, com gente louca, com gente normal, sing in the rain! Ver como você vive, se você me agüenta, se eu agüento você, se a gente tem algo a aprender um sobre o outro, a ensisar um ao outro e depois dar tchau: quem sabe "adeus", quem sabe "até logo".

A minha doença não tem cura, porém há medidas paliativas para "acalmá-la" (uma viagem a cada mês me deixa legal). Prova de que não há cura disso é a mochila, sempre pronta pra fugir de casa, do estado, do país ou até do mundo. Nela, eu levo documentos, cartão de crédito, coragem e minha vida rabiscada e desenhada (agenda rules!). Levo uma garrafa d'água, levo sonhos, medos, pesadelos, boas e más lembranças... Levo as curvas e as retas. Minha Aurora é gigante pra mim! Ah, e a Pretinha também (Hehe, minhas mochilas nomeadas!).

Um dia, Aurora e Pretinha serão passado. Existirão outras. Mas a estrada? Véi, a estrada será sempre o futuro. Sempre, SEMPRE! Ou o presente. E que presente!

Eu a amo, ela me ama. Ela me cobre de poeira e cansaço, eu a cubro de curiosidade e vida. A gente faz boas trocas, embora às vezes, ela me dê umas rasteiras. Mas eu me viro. A estrada não me mata - me vive!

No domingo, zapeando os canais na esperança de encontrar algo que prestasse, acabei deixando na Rede TV. Passava um programa lá cujo nome eu nem sei (depois, eu procuro!). O apresentador viaja por aí e mostra as belezas e histórias dos lugares onde vai. Eu deixei quando o Dudu apontou e disse:
- Olha só!...
Era o tal apresentador fazendo uma tirolesa numa praia da Bahia.
E eu que nem tinha atentado para o que realmente estava passando, parei para prestar atenção.
- Ah... Eu já vi esse programa! Esse cara trabalha viajando! Porra, quando eu crescer, quero trabalhar assim... (Os olhos brilhavam)
- Assim como?
- Viajando. Mas nada de ficar na frente das câmeras. Meu negócio é ficar na produção e fazer o possível pra curtir os lugares. Essa coisa de trabalhar trancada, num lugar só pra todo o sempre, não me agrada. Não curto essa idéia de ficar no mesmo lugar não...
- E quando você for rodar por aí, eu posso ir contigo? (ainda pergunta, jisuis!)
- Quer? (rsrs).
- O que é que tu acha?
- Pode, pô! Já é!

A Piauí ainda é um dos meus sonhos de consumo, saca? É uma revista bacana, transada (OMG, usei mesmo essa palavra? Lalaiá). Mas o "hors-concours" é trabalhar unindo a paixão tema deste post (estrada, oh yeah! \o/) com outra das minhas paixões: escrever.

Se o sonho é alto, a queda também é. Mas eu não ligo. O que seria da gente sem os sonhos? O Abujamra fala que "sonho só deve durar uma noite". E quando ele fala, não quer saber se é sonho que a gente sonha dormindo ou não. Ele é rabugento, maluco e capaz de falar uma coisa dessas, mas eu ainda vou com a cara dele, sei lá porquê. Vai ver é porque ele lê poemas e isso me excita (ui, ui, ui!). Ah, eu sou mortal; ele é incômodo. Sinceramente, eu espero ser incômoda também um dia. Não como ele, mas espero.

E enquanto isso, sonho de pé, mochila pronta, boa companhia ao lado.

- Eu gosto de fazenda, de pato, de vaca, de galinha. Sossego... Mas só vou morar num lugar assim depois que tiver rodado muito, baby.

;)

6 de out de 2008

Noite de ontem, scrap de hoje.

Para Jr. Vaca:

"Merda! Tu sumiu!!!
rsrs

Odeio-te porque sumiu...

Mas amo-te porque apareceu lá e passou 5 minutos com a gente e ainda disse que eu fumei maconha estragada... [Nota: e esse comentário foi porque eu tinha acabado de ter uma idéia genial! Aaaaahhh!!]

Merda!! Isso me fez lembrar que eu te odeio!
Maldito círculo vicioso esse de te amar e te odiar... hahahaha."

O Júnior, esse que me aparece e desaparece já há 4 anos e pouco, ontem ouviu um rompante da boa e velha Tatyana...

- Jr, tu tá diferente... Tá mais magro... Tá corado, tá bonito! Nossa, se eu ainda fosse solteira, eu ia te comer!
- ... ... Pois me come!
- Nãããããão!

E depois que ele puxou meu braço e gritei por socorro, ele se deu por vencido.
;p

Mas o Jr não foi o único a ouvir rompantes assim ontem:
- Pedro, vem aqui pra eu te contar uma coisa.
- Diga.
- Estávamos conversando (eu e mais 2, hehe) e chegamos a conclusão de que dá pra te comer!
- Pois então, comam!
- Er... Eu não sou mais solteira, não vou comer. Mas essas 2 estão à sua disposição!! ;p

É, isso tudo foi na festa de reeleição da prefeita Luizianne Lins.
A festa foi boa. Só teve uma merda que aconteceu que ainda não me sai da cabeça:
roubaram meu celular.
Mas também, quem mandou eu deixar no bolso e ir pro meio da putaria?
Ai, que burra! Dá zero pra ela!! :/
Já era!
:(

Passei a noite fingindo chorar. Volta e meia, dava um grito e dizia:
- Meu celular!!

Ainda sem saber se a prefeita tinha sido reeleita, comentei:
- Se a Luizianne ganhar, vou pedir um celular a ela. Vou dizer que o meu foi roubado enquanto eu prestigiava a festa dela!!!

Lalaiá.

Bom, aconteceu mais coisa ontem...
Tipo, eu ter tomado banho no shopping, com o aval de uma funcionária! Mas isso, eu conto outra hora.

Ah, Rosa! Bendita Rosa que salvou minha vida! :)

5 de out de 2008

Sobre Abujamra na noite de Fortal.

Ontem, eu ia ver o Antonio Abujamra no Teatro Celina Queiroz. O evento era gratuito, promovido pelo Banco do Brasil.
Ah, Abujamra. Lá pelos idos de 2005, eu costumava assistir sempre o programa dele na TV Cultura (Provocações), daí, quando soube que ele vinha, me animei e decidi que ia ouvir o que ele tinha (ou não!) a dizer.
Eu tinha aula às 20h:40m, mas nessa aula a professora raramente faz chamada, então porque não matar aula... só hoje! ;p
Eu não tinha chamado ninguém para ir comigo, mas não estava me incomodando em ir sozinha.
Até aí, tudo certinho.
Mas, pra variar, saí atrasada de casa. No meio do caminho até o ponto, um rapaz passou por mim com a blusa da Unifor (onde fica o Celina Queiroz). Não tive dúvidas e chamei o desconhecido:
- Ei, moço! Sabe se o Celina Queiroz está muito lotado?
(Se era de graça, eu tinha que perguntar - pois tinha medo que tivesse lance de pegar senha e eu não conseguisse entrar...).
- Olha, na hora em que saí, até que estava tranqüilo...
E perguntou o que ia rolar lá e eu expliquei, assim meio por alto.
Beleza. Toca pra parada de novo!
Aí, passou um carro. A motorista parou e disse:
- Quer uma carona?
- Você vai até a Unifor?
Ela riu.
- Não. Eu ia te deixar até a avenida...
- Ah, tá. Eu quero!
Assim que entrei:
- Você está indo pra Unifor... Estuda lá?
- Não, estudo perto, na FIC. Vou ver uma peça na Unifor, que está marcada pra começar às 21h...
(Detalhe: eram 20h:35m +/-).
- Ah... Sabe se lá na FIC tem intercâmbio?
- Olha, na FIC não que eu saiba, mas na Unifor é mais fácil. Um colega meu conseguiu pela Unifor.
- E pra onde ele foi?
- Salamanca, na Espanha.
- Sério? É pra lá que eu quero ir!!
- Olha, eu poderia te dar o tel dele, mas não tenho aqui...
(Na verdade, há séculos que eu não tenho o cel dele, hihi).
- Então, me dá o teu, que aí você fala com ele e eu falo contigo.
- Ok!
Ela lembrou de perguntar meu nome. Eu saí do carro correndo porque já ia passar um busão e esqueci de perguntar o dela! Tsc, tsc, tsc...

O bus nem demorou muito pra chegar. Por causa do horário, o trânsito era bem menor. Cheguei por volta de 21h:05m. Saí perguntando para as pessoas como chegar até o Teatro. É, a Unifor é grande, mas ah, nem foi tão difícil. ;)
Tá, vi o Antonio. Ele entrevistou um diretor cearense chamado Ricardo Guilherme. A primeira pergunta:
- Ricardo, vou começar com uma simples: o que é a vida?

Muy simples!

O Ricardo me pareceu meio perdido em algumas perguntas, mais à vontade em outras. Mas o Abujamra... Rapá, esse foi uma graça. Especialmente quando abriu para as perguntas do público.
Numa delas, ele comentou:
- Isso é uma tese ou uma pergunta?
Noutra, disse:
- Eu sou surdo. Queria tanto entender o que você disse! Ricardo, diga por favor o que ela me perguntou...
Mais uma:
- Olha, antes uma pergunta era só uma pergunta... Não tinha que ficar explicando...

E as perguntas? Ah, essas foram chaaaaatas...
O povo querendo parecer muito intelectual, sei lá, só falava umas coisas que mais da metade do teatro não entendia. Ou então eu que sou imbecil por não gostar de perguntas muito sérias. ¬¬
Eu queria ter feito uma pergunta. Queria só saber se o Abujamra e o Ricardo perdem tempo no Orkut! hahaha.

Eu não sei não... Fiquei pensando (mente maldosa em ação!) que ele preferiu se fingir de surdo pra conseguir fugir mais facilmente das perguntas. Não que não tivesse resposta, mas porque não tava a fim de responder mesmo.

Saindo de lá, encontrei um amigo meu que tinha me oferecido uma despedida de solteira mais íntima, digamos assim. Eu recusei delicadamente. Mel dels, virei mulher séria mesmo! hahaha.

Ele se limitou a perguntar: "Cadê ele?" - referindo-se ao Dudu (meu namorado).
Do Dudu e do meu passado mundano, eu falo outro dia.

Além do amigo, encontrei também um cartaz engraçadinho sobre um cachorro desaparecido.

Sou só eu ou você que por acaso lê este post também tem a impressão que o cachorro foi achado e comido?
kkkkkkkkkkkkkk

Segue o anúncio!



Pobre cachorrinho...

4 de out de 2008

Brinde ;p


Hoje de manhã, eu tive que acordar cedo pra fazer compras com a mãe. Não é exatamente o programa mais legal do mundo pra se fazer numa manhã de sábado, mas vá lá, eu fui.
Compras feitas, voltamos pra casa. Guardei algumas coisas, a mãe guardou a maior parte.
Aí, quando ela foi guardar a caixa de ovos, achou um "brinde": um pirulito.
E diga-se de passagem, um pirulito dentro da embalagem!
Ela veio me mostrar e eu, que ando com a cabeça cheia de perversão, comentei com o Rogério no MSN e disse algo como:
- Pirulito no meio dos ovos... É coisa minha ou isso tem realmente um duplo sentido? hahaha.

"Eu tenho um coração, eu gosto de cinema e de coisas naturais e penso sempre em sexo, oh yeah!" (Legião Urbana - Aloha).

Pra começar!


Já há anos que eu tento me estabilizar num blog, mas ainda estou na base das tentativas. Até o presente momento, são 2 abandonados, 1 respirando por aparelhos... E agora, resolvi fazer mais um, hehe. Esse me surgiu numa noite de insônia, quando eu comecei a lembrar da quantidade de causos que eu conto aqui e acolá, pra conhecidos e desconhecidos. Causos de viagens, de caronas, da vida em Fortaleza, no Rio, de amigos, de trabalho... De tudo um pouco!! :D

Então, eu sou Tatyana França, 20 e poucos anos, pisciana com ascendente em escorpião, impaciente, apaixonada por livros, música, fotos, noite e uma porção de coisas mais!

Bom, é isso! Blog iniciado: mãos à obra!

Ah, o blog será escrito em português e inglês (quando eu não estiver com muita preguiça! hahaha) ;) Ou então, colocarei logo um tradutor e seja o que Deus quiser!